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2.11.08

CÓRDOBA: Todo lo que querés todo el año

Já recuperada da aplicação de inseticida de ultrabaixo volume (UBV), desembarquei no Aeropuerto Internacional de Córdoba - Ministro Pistarini, na Argentina. Com reservas feitas, primeiro no Interplaza e depois no Gran Hotel Dorá, busquei um táxi e a sorte sorriu para mim. O motorista, por pura simpatia e desprendimento, transformou a corrida de módicos 13 pesos em tour, chegando a mostrar o supermercado e o prédio da maternidade onde ele próprio nasceu. Passava das duas da madrugada de uma sexta-feira...

FOTO MB: A praça do Cabildo

Depois de algumas poucas horas de sono e duas quadras de caminhada, estávamos no centro histórico. Hora de fazer câmbio e descobrir que a Claro, apesar de prometer, jamais funciona por lá. Resignados e com o mapa da Oficina de Información Turística, que fica na Recova Del Cabildo (conte sempre com isso: em uma praça principal, temos a Catedral e o Cabildo), partimos para uma caminhada de reconhecimento. Tínhamos pela frente 10 igrejas, 14 museus, 8 lugares de interesse histórico, além dos caminhos pelo interior da província chamados de Circuito Camino... de la Historia, ... de Traslasierras, ... de los Grandes Lagos, ... de las Estâncias, além de outros de menor interesse para nosotros.

FOTO MB: Uma delícia de galeria em frente à Iglesia San Francisco

FOTO MB: Pátio do Museo de la Universidad Nacional de Córdoba

De Córdoba eu só conhecia o que havia visto na série Cidades Ocultas - The History Channel, ou seja a Cripta Jesuítica Del Antiguo Noviciado (na esquina da Av. Colón com a Rivera Indarte). A ignorância de turista sempre norteia e ilumina os meus dias em uma cidade desconhecida! Àquela altura já tínhamos identificado três pessoas com o “sonho” de conhecer (ou a felicidade de ter conhecido) o Brasil – o taxista, o recepcionista do posto de informações turísticas e o funcionário do Museo de La Universidad Nacional de Córdoba. Quer dizer, mais exatamente São Paulo e Búzios. O pessoal da Nativo Viajes é um pouco responsável por isso, já que oferece vários pacotes apenas para esses destinos. Conversa vai conversa vem, descobrimos algumas singularidades – da população e da cidade –, suficientes para indicar o domingo como dia ideal para alugar um carro e percorrer parte do Camino de las Estancias Jesuíticas.

FOTO MB: Iglesia de la Compañia de Jesús - Obispo Tejo - Manzana Jesuítica

A decisão foi tomada enquanto visitávamos o Cabildo e perambulávamos pelos passeos, identificando igrejas, sebos, bares e cafés. Restava almoçar e voltar ao hotel, já que na cidade pratica-se a siesta. Antes, uma parada para um café no simpático Cafeto (Casseros, 88), observando a igreja, que fica no início da Manzana Jesuítica, declarada Patrimônio Cultural da Humanidade pela UNESCO. Em seguida, e ao lado, o restaurante Lalinda, com suas deliciosas empanadas em horno de barro, o curioso locro salteño e, é claro, a parrilla. Mais tarde descobrimos o La nieta e La pancha (Belgrano, 783) e, com louvor, o Restaurant Solar de Tejeda (27 de Abril, frente a La Catedral) – ótimos vinhos, ótimas carnes!