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30.12.13

A PÉ DO UPPER EAST SIDE A MIDTOWN EM UM SÓ DIA (1ª PARTE)

Todo mundo sabe que cada louco tem uma mania e a minha é pensar que não sou turista, apesar disso estar estampado na testa. Já me disseram que eu sou uma tremenda cara de pau por viajar sem dominar a língua e não me intimidar por isso. Ah, qual é? Tô viajando pra me divertir! Então, juntando a loucura com a cara de pau resolvi caminhar em direção oposta ao Central Park e descobri Yorkville - um bairro sem atrativos turísticos, mas muito agradável e charmoso, onde vive, digamos, o homem comum de Manhattan. Fuçando na rede descobri que a cobertura de Michael Corleone (de O Poderoso Chefão) está em Yorkville. Mas isso é só purpurina, porque o bacana mesmo foi conhecer o Carl Schurz Park.
  

FOTO TOMAS LIMA: ALÉM DA VISTA DO EAST RIVER, É NO SCHURZ PARK QUE ESTÁ A RESIDÊNCIA DO PREFEITO DE NY – A GRACIE MANSION, CONSTRUÍDA EM 1799.

Vamos em frente. O Central Park tem várias entradas e eu optei pela mais próxima ao Museu Guggenheim, seguindo pela E 88th St a partir do Schurz Park. O Museu é um comentário à parte, mas o destaque estava no terceiro andar (ou terceira curva) dedicado a Kandinsky. Como a loja do Museu não cabia no meu bolso, avancei nas barraquinhas da calçada: comprei, comprei sim o tal mapa de metro reciclado pelo artista de rua que desenha com canetinha Pilot sobre ele.  

FOTO MB: CURVAS PRA NINGUÉM COLOCAR DEFEITO E ARTE POPULAR NA CALÇADA

Basta atravessar a rua para entrar no Central Park. Chegar diante do Reservatório Jacqueline Kennedy quando o sol está se pondo é de tirar o fôlego, mesmo sem ter caminhado os 2 Km ao redor da represa. Daí pra frente é questão de gosto e/ou interesse, pois são várias e distintas as trilhas a percorrer. 

FOTO MB: CENTRAL PARK 1
FOTO MB: CENTRAL PARK 2
FOTO MB: CENTRAL PARK 3
FOTO MB: CENTRAL PARK 4, 5, 6, 7.....

Segui até o outro lado para alcançar o Museu de História Natural passando pelo Jardim de Shakespeare, Belvedere Castle e Summit Rock (o ponto mais alto do Park, que já foi o local da primeira vila de afrodescendentes americanos no século XIX - Seneca Village).

FOTO MB: MUSEU DE HISTORIA NATURAL E O CACHORRO QUENTE

Saindo do Museu a tentação de entrar no metro é grande, mas porque perder esses 5km de rua até o Rockfeller Center por este pedacinho do West Side? No caminho dá pra conversar com Lincoln na porta da New-York Historical Society Museum & Library, fazer uma pequena curva à direita na W 72th St para ver os candelabros fumegantes do Dakota e por ela seguir até alcançar a Broadway Av. Não sou Beatlemaniaca, não tirei foto da fachada do prédio, mas admito que o Dakota é muito bonito.
  

FOTO MB: NEW YORK, NEW YORK - COLUMBUS CIRCLE

Depois de um café na Starbucks, pimba! Estou em Columbus Circle e as luzes de Natal na Broadway já causam a maior alegria. Dali para o Lincoln Center é um pulo e começa, entre uma comprinha e outra, o meu roteiro turístico.

28.12.13

COMO USAR O METRO EM NEW YORK

TUDO AQUILO QUE EU DEVERIA TER ANOTADO AINDA NA PRIMEIRA PÁGINA DO MOLESKINE SE EU TIVESSE UM!

 FOTO MB: A CAMINHO DO BATTERY PARK

Minha meta naquela manhã de sábado foi caminhar por Manhattan a partir do Central Park. Escolhi a estação de metro mais próxima disso e fui, não antes de me informar sobre o principal meio de transporte do novaiorquino. A primeira coisa foi comprar o cartão, decidir como carregá-lo e solicitar um mapa ao atendente. Tá na mão! Parecia dizer ele com cara de poucos amigos.

FOTO MB: TEM PRA TODO O GOSTO, BASTA SEGUIR AS INSTRUÇÕES

Um dos cuidados é saber a direção de onde se quer ir, já que em várias estações os trens circulam em ambos os sentidos e numa única rota podem circular trens “parador” e “expresso” (que não para em todas as estações da linha em alguns horários específicos, porém variados). Algumas estações tem entradas separadas para uma mesma rota, obedecendo os sentidos Uptown e Downtown. Olhei bem antes de entrar e, para diminuir a sensação de estar sem direção, me familiarizei com o esquartejamento da ilha, tendo em mente as três grandes regiões denominadas Uptown, Midtown e Downtown de Manhattan. Tudo que está ao norte da Rua 59 é upper Manhathan e tudo que está ao sul da Rua 14, é lower Manhathan. Sobra os quarteirões entre as Ruas 14 e 59 para o Midtown. O segundo passo foi assimilar o East (E) e o West (W). A partir da quinta avenida, que é considerada o centro de Manhathan (não é Midtown, é o centro da ilha), tudo que está à direita, no sentido do East River é considerado East. Da quinta avenida em direção ao Hudson River, portanto à esquerda, é West. Faz muito sentido, mas se não treinar você acaba trocando as direções.

FOTO MB

Ainda sobre a minha experiência no metro, também ajudou saber que as letras e os números representam as linhas e as rotas são identificadas por cores. As paradas das linhas expressas são marcadas com um ponto branco e as que não são expressas são representadas por um ponto preto. No vagão, um painel digital indica as paradas seguintes daquela que embarcamos, ou seja não mostra a rota completa e você não vai perceber se embarcou no sentido contrário.
FOTO MB: PERDI O TREM, MAS NÃO A FOTO - ALIÁS, PARA NÃO PERDER O TREM O JEITO É ESTICAR O PÉ E IMPEDIR QUE A PORTA FECHE. NÃO É PORTA DE ELEVADOR E O SENSOR FICA LÁ EMBAIXO. 

Trabalho de casa feito, saí de Astoria pela linha N (poderia ter sido na Q), fiz baldeação na Lexington Av para o trem  no sentido uptown, desembarquei na estação 86th (que é servida pelas linhas 4, 5 e 6) e só então comecei a caminhada, que já já conto como foi.

21.12.13

ASTORIA, UM CHARMOSO BAIRRO DO QUEENS

Todo o mundo (ou quase) quer visitar a cidade que nunca dorme. Atrevida que sou, voltei de lá corrigindo a frase para “quem não dorme é Manhattan”, além de jurar de pés juntos que a tal ilha não pode ser sinônimo de New York. Não vou criar uma hastag e nem fazer campanha, mas acho fundamental ir além da ilha, esquecer um pouco da Times Square e de Wall Street para descobrir o que há de bom além Rio. Claro que compreendo que na primeira vez por lá pode ser irresistível tirar foto com o touro e se apinhar no palanque para as fotos na Time Square, mas vai por mim, essa 1 hora de fila para agarrar o touro à unha pode ser usada para ir além do roteiro básico e conhecer Astoria, por exemplo.



Esse bairro do Queens fica ao lado de Long Island e de Manhattan. Não fosse o rio, após uma caminhada de 40 minutos você estaria no Central Park. De metrô, menos de 20 minutos. Qual a graça? Metro, hospedagem barata, lojas, mercados e restaurantes étnicos, cervejarias artesanais, ruas tranquilas, livrarias, museu e tudo mais que um bairro da jovem classe média nova iorquina pode desejar, além da vista noturna de Manhattan!



FOTO MB: VOCÊ JÁ VIU UMA ESTAÇÃO DESSAS EM ALGUM FILME – ELA TREME QUANDO O TREM SE APROXIMA -, E O TRILHO AÉREO FAZ UMA CURVA SOBRE QUEENSBORO ANTES DE SEGUIR PARA LEXINGTON. UMA BELA VISÃO.


A diversidade em Astoria é tamanha que é possível tomar café da manhã em uma confeitaria italiana, almoçar em um restaurante grego e jantar em um típico texano com música ao vivo. A origem disso é que depois da Segunda Grande Guerra Astoria foi habitada por italianos, pois era mais barato viver lá que no centro de NY. Em 1965, chegaram os gregos e atualmente é um caldeirão etnico.

FOTO MB: THE STRAND - A MELHOR CARNE DEFUMADA DO TEXAS, O CLÁSSICO MACARRÃO COM QUEIJO, PURÊ DE BATATAS, FEIJÃO E CARNE DESFIADA - 25 BROADWAY, ASTORIA, QUEENS

FOTO MB: NA IL FORNAIO BACKERY - 29-14 30th Ave - É POSSÍVEL ENCONTRAR O RAINBOW COOKIES E TOMAR UM ÓTIMO CAFÉ DA MANHÃ NO BALCÃO. O ESPAÇO É ÍNFIMO, MAS A VITRINE É ENORME!

Outra boa dica sobre Astoria é o Museu da Imagem em Movimento - o único museu do país dedicado à arte, história, técnica e tecnologia da imagem em movimento em todas as suas formas. http://www.movingimage.us/visit/

18.12.13

FINALMENTE PISEI EM SOLO AMERICANO!

Como visitei NY e Pittsburgh em 10 dias e me diverti pra caramba.

Quando meu filho foi estudar “nos estates”, tive que deixar a má vontade de lado e tirar o visto americano. Todos na família estavam com o visto vencido e eu achei prudente ter alguém apto a viajar rapidamente. Justificativa e tanto, né não? Pois bem, com o dito cujo engrossando o passaporte senti, digamos, a necessidade de visitar New York e conhecer o cafofo do filhote em Pittsburgh, na Pensilvânia. Para isso o mês de novembro se mostrou perfeito já que não é alta temporada mas as cidades estão preparadas para o Natal, faz frio com raríssima neve, é possível fazer compras também na Black Friday e o Thanksgiving em família faz a gente parecer um autêntico new yorker.

FOTO MB: CONVERSANDO SOBRE USA EM LUGAR PRÓXIMO AO MUSEU DE HISTÓRIA NATURAL

Lá fui eu! Assim mesmo, sem planejamento e com um precário mapa obtido no Google no bolso (coisa jamais feita por mim, que esmiúço a internet antes de sair de casa para qualquer viagem). Na folha A4 havia uma única linha reta cortando Manhattan de norte a sul e sugeria que com determinação eu andaria do Central Park à Estátua da Liberdade. Ahhhh, a ignorância do viajante... Mas tudo deu certíssimo nesses 10 dias, obviamente com o auxílio luxuoso da minha querida hostess!


THANKSGIVING E O WOODBURY OUTLETS

Voando Delta, cheguei no JFK amanhecendo. De lá segui para Highland Mills, onde ficaria por três dias. No caminho, admirando a paisagem do final do outono, conheci parte do centro de pesquisas geológicas da Universidade de Columbia (Palisades,NY). O Centro fica no mesmo local da antiga residência de fim de semana da família Lamont, com vista para o rio Hudson. Também visitei a Bimbo Bakeries (Central Valley), onde se busca o pão no forno. São centenas deles, de vários tipos, formatos e sabores, armazenados em estantes após surgirem na nossa frente em esteiras rolantes: você calça uma luva, pega o pão, coloca no saco e segue até a frente da loja, onde poderá escolher pequenos doces expostos em vitrines antes de caminhar para o caixa.


FOTO MB: UM POUCO DE NEVE DE BOAS-VINDAS

Uma vez instalada, comecei a desfrutar de uma típica casa e rotina americanas. Uma delícia! O Thanksgiving ou Dia de Ação de Graças é um feriado tradicional capaz de deslocar os americanos pelo país para reunir as famílias (daí o caos nas estradas e aeroportos). Simboliza o início oficial das festas de final de ano e recria a festa da colheita abundante de 1621, quando os primeiros colonos de Massachussets ofereceram uma ceia aos índios Massasoit após a assinatura de um tratado de paz entre eles. É trabalho para um dia inteirinho tal como a preparação da nossa ceia natalina, além de incluir pelo menos outras duas atividades: assistir a Parada da Macy´s de NY e o jogo final da NFL - futebol americano, ainda que pela TV.


FOTO MB: NA CEIA DO THANKSGIVING TEM PERU RECHEADO (STUFFING), PURÊ DE BATATAS DOCES (YAM) COM BACON, GELEIA DE CRANBERRY, SALADA DE MILHO, CEBOLAS GRATINADAS COM MEL, ABÓBORA, TORTA DE AMENDOAS...

De Highland Mills você leva menos de 5 minutos até Central Valley, lê-se Woodbury Common Premium Outlets. Sim, aquele outlet premium que todo turista contrata excursão quando está em NY. E eu lá, pertinho, com um dia inteirinho para percorrer as 220 lojas. O mais interessante foi quando voltei lá na noite de quinta-feira, depois da Ceia, quando a maioria das lojas iniciou a Black Friday, num movimento inovador e contestado por alguns puristas que entendem o ThanksG. como o único dia do ano que não se deve trabalhar. Nunca vi tanto turista japonês junto! O estacionamento estava lotado antes da meia-noite, era grande o vai e vem de pessoas e suas malas enquanto muitas delas desafiavam o frio fazendo fila diante das lojas de marcas europeias. Outras lojas tinham movimento normal, sem filas. Uma experiência [sociológica] e tanto para quem não viaja com o objetivo de comprar. A Black Friday é, de fato, um relevante evento para os americanos - disse a taxista que nos conduziu ao Woodbury, enquanto dirigia com o pai absolutamente calado ao seu lado. Ela comentou, com um enorme sorriso no rosto, ser este o período de maior lucro do comércio varejista, oportuno para esvaziar os estoques e evitar que muitas empresas terminem o ano fiscal no “vermelho”.
 
FOTO MB: Mas nem só de outlet vive Central Valley. Lá encontrei o restaurante japonês Gasho, que merece ser conhecido. Fiquei tão bem impressionada que fui procurar o significado da palavra Gasho: duas mãos que se juntam em posição de oração. Sim, preparada diante dos nossos olhos, a refeição é de comer rezando!

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FOTO MB: NO CORETO DO WOODBURY 

como o final de semana estava destinado para perambular por Manhattan, no final da tarde de sexta rumei para o Queens a fim de me hospedar em Astoria. Primeiro quero contar como cheguei lá: na Harriman Station tomei o trem que vai até Hoboken - New Jersey e em Secaucus fiz conexão para a NY Penn Station. Isso foi feito em pouco mais de 1 hora ao custo de 14 dólares. Em segundo lugar, quero falar de Astoria. Mas isso vai ficar para a próxima postagem.

TOME NOTA:
O blog Matraqueando explica impecavelmente o processo de obtenção de visto aqui. O site do Restaurante Gasho é www.gasho.com [365 Route 32, Central Valley, NY] e o do Woodbury Common Premium Outlets é www.premiumoutlets.com [498 Red Apple Court, Central Valley, NY].

13.12.13

FIM DE SEMANA CARIOCA

Este post está atrasado um ano. Ainda assim merece registro esse roteiro rápido e idealizado para satisfazer a curiosidade de duas amigas curitibanas sobre o Rio de Janeiro. O bacana é que ele não priorizou pontos turísticos mas locais que despertaram o interesse das duas ao assistirem um filme, uma novela ou simplesmente por ter sido manchete no noticiário. Além disso, a intenção foi vivenciar a rotina carioca, ou além disso, ser carioca ainda que por um breve final de semana. E assim foi feito.

Para aproveitar a noite da chegada, não houve dúvidas sobre os Arcos da Lapa. Aquela velha e animada Lapa do Bar da Boa, do Circo Voador, da Fundição Progresso, do Carioca da Gema, do Rio Scenarium, entre outros, e da Feira Rio Antigo da Rua do Lavradio - que só acontece durante o dia no primeiro sábado do mês. É andar pela rua desde os Arcos até a Mem de Sá e escolher a mesa que parecer mais agradável!

FOTO MB: CAMARÃO E COCKTAIL COLOMBO (É ASSIM QUE ESTÁ ESCRITO NO CARDÁPIO)

Depois de uma boa noite de sono, atire a primeira pedra quem nunca ficou “curioso” com a Rua da Alfândega. A manhã de sábado era perfeita para circular pelo centro da cidade – comércio aberto, mas com pouco movimento de carros e de pessoas se comparado aos dias úteis; Candelária e centros culturais com pouca gente e a Confeitaria Colombo bombando ao meio-dia; a visita guiada do Teatro Municipal preencheu parte da tarde e o chopp no lendário (porém caidinho) Amarelinho encerrou a caminhada urbana, não sem antes ter passado pelo Museu de Belas Artes, pela Biblioteca Nacional, pelo Arco do Teles e pelo Paço Imperial. Aqui cabe registrar uma decepção, não só minha mas de um grupo de turistas japoneses, ao sermos impedidos de visitar a belíssima Igreja do Carmo, na Rua 1º de Março.

FOTO MB: NA VARANDA DO TEATRO MUNICIPAL

Final de tarde e ainda deu tempo de conhecer a praia de Copacabana, comprar biscoito Globo e visitar a Feira de Tradições Nordestinas (a Feira de São Cristóvão). A buchada de bode e o baião de dois ficaram para uma próxima oportunidade, já que depois do sucesso da novela Avenida Brasil, parecia impossível não conhecer a Estudantina. E lá fomos nós. No final dos anos 80 enfrentei muita fila para balançar o esqueleto naquela pista da Praça Tiradentes, que desde a inauguração (1942) coleciona períodos de glória e de ostracismo. Quer saber, continua igualzinho: as mesmas toalhas na mesa cobertas por plástico, o mesmo garçom apressado e a conta anotada em um pedaço qualquer de papel. Vá lá, elas (as amigas curitibanas) “tinham” que conhecer.


FOTO MB: A TRADIÇÃO DO CORDEL

Domingo, Cristo Redendor entre nuvens, a opção foi Santa Teresa. Tradicionalmente lá vivem intelectuais e artistas e pode-se dizer que o bairro é um polo gastronômico, principalmente ao redor do boêmio Largo dos Guimarães. Ateliês e restaurantes é o que não falta por lá. Na volta, paradinha para conhecer a Escadaria do Selarón e apreciar os azulejos de várias partes do mundo que ele pacientemente aplicou no caminho de sua casa/ateliê. Se essa rua, se essa rua fosse minha, eu mandava, eu mandava ladrilhar...

O dia era curto e rumamos para o residencial bairro do Grajaú em busca do melhor joelho de porco assado em “televisão de cachorro”. Tomamos uma mesa na calçada arborizada do Enchendo Linguiça e planejamos a ida ao Bip Bip, em Copacabana. 

FOTO MB: DE SANTA TERESA AO GRAJAÚ NÃO HÁ NADA IGUAL

Alguém já ouvir falar no Bip Bip? Pois é, eu também não conhecia. Fui até lá por insistência de uma curitibana que sabia da fama daquele metro quadrado que é ponto de encontro para os apreciadores de samba e choro. Nas paredes, fotos de grandes sambistas, recortes de jornal falando do bar e do Botafogo, além de caricaturas do dono do estabelecimento – Seu Alfredo. Lá não há garçom. O cliente faz o pedido diretamente ao proprietário e pega a sua própria cerveja no freezer. Os músicos ficam nas 3 únicas mesas do bar e o público, com suas latinhas de cerveja na mão, na calçada. Música da melhor qualidade.

FOTO MB: É ASSIM NO BIP BIP, DESDE 1968


E assim elas viram um pouco do Rio de Janeiro: andaram de taxi, de ônibus, de carro e de Metro; avistaram o Maracanã, a Central do Brasil, a Rocinha e o Vidigal; caminharam na Lagoa Rodrigo de Freitas e conheceram o Jardim Botanico e o Parque Lage. Sem dúvida, um pouco do muito que já ouviram falar no Jornal Nacional. Adorei, meninas!


FOTO MB: CENTRO CULTURAL ESTUDANTINA - A PROGRAMAÇÃO VOCÊ ENCONTRA AQUI  

1.11.13

ADEUS, PERIMETRAL!

Da visão de um viaduto encravado em um espaço urbano tão compacto, eu nunca gostei. Facilitava o trânsito, cortava caminho, fazia chegar mais rápido... mas era um monte de concreto sombreando o asfalto de um Rio Antigo que o carioca tratou de transformar em teto para o comércio de pescados da Praça XV e para o Angu do Gomes. Quem lembra? Sim, na madrugada não incomodava, ao contrário, abrigava isso e outras coisas mais. Mas bastava amanhecer que o cinza tomava conta do lugar, sem vozes, sem cheiros (ops, o cheiro já não era mais o do peixe ou o do Angu). A Bolsa de Valores ali no canto, à sombra do dito cujo, ou melhor, da dita Perimetral. Mas essa era a minha visão de baixo. Tudo isso mudava quando eu seguia por ela para alcançar o Santos Dumont. Gostava de me despedir da Cidade passando por ali, vendo a Baía e os telhados dos prédios que, quando criança, me pareciam castelos.


A estação das barcas (foto MB)


O Restaurante Albamar, que teve seus tempos de glória (foto MB)


Perimetral (foto MB)

Você tem fotos da Perimetral? Comente sobre a demolição dela!

19.7.13

SEGUNDA-FEIRA NA MARECHAL DEODORO

FOTO MB: Eis que de repente, não mais que de repente, me deparei com Ray Charles no cento de Curitiba, na Avenida Marechal Deodoro esquina com Conselheiro Laurindo. Surpresa boa!

17.7.13

SEGUNDA-FEIRA NA AVENIDA IGUAÇU


FOTO MB: AS CEREJEIRAS ESTÃO FLORIDAS EM CURITIBA. ACHEI CURIOSO O CONTRASTE ENTRE O PINHEIRO E A FLORAÇÃO DELICADA E ROSA NA CALÇADA DO BAIRRO ÁGUA VERDE.

5.7.13

UM DIA NO RECIFE

Uma coisa certa é que todo viajante, mesmo aquele que já perdeu a conta das horas voadas, dá mancada. No meu caso, a vontade de ir era tamanha e o preço da passagem estava tão camarada (trecho de ida e volta Curitiba - Recife por módicos R$ 260,00!) que esqueci que nessa época do ano o aeroporto Afonso Pena cancela os voos pela manhã por causa da neblina, que no Recife as chuvas são intensas e constantes e que lá seria cidade sede da Copa das Confederações. Ou seja, tinha tudo para dar errado... Porém, Nossa Senhora da Boa Viagem deu seu jeito e mesmo eu tendo decolado com o aeroporto fechado para pouso 3 horas depois do embarque cheguei em Guararapes com apenas 2 horas de atraso. Foi a conexão mais rápida que fiz na vida e acredito que o comandante não poupou uma gota de combustível. Duro foi passar todas essas 8 horas com bala, amendoim e suco, pois foi isso que a TAM ofereceu.

AQUILO QUE VI NO RECIFE



FOTO MB: Um trio de forró para recepcionar os visitantes ainda no salão das esteiras, um estacionamento colorido e muitos, muitos táxis brancos tentando apanhar passageiros no embarque...



FOTO MB: VAI UM CARCARÁ AÍ? Pois é, o café da manhã nas padarias da cidade oferecem salgadinhos (inclusive o carcará – bolinho de macaxeira recheado com carne), além dos bolos de rolo e Souza Leão, sanduíche natural, tapioca... Homi, fiquei tão abilolada que perdi o foco da foto. 

FOTO DE DIVULGAÇÃO: No Bargaço, lá na Ponta do Pina e que tem cardápio assinado pelo chef Rosendo Victor, imperdível é a cioba* assada inteira, recheada com farofa de camarão, azeitona e ovo. Dá pra duas pessoas e é uma delícia. O Parraxaxá ficou pra próxima vez.

também conhecido como (pargo) vermelho.


FOTO MB: Final de tarde combina com uma paradinha em uma das 11 lojas da Fri-Sabor. Minha opção foi sorvete de cajá, preparado artesanalmente. Gente, é de "lamber os beiços", além do creme propriamente dito! Até onde eu pude apurar, a Fri-sabor só existe no Recife, é a sorveteria mais tradicional da cidade e um sucesso de público desde 1957, quando foi inaugurada pelo Seu José e Dona Josefa. 

FOTO MB: As cores estão presentes em tudo. E, ao contrário das previsões, tinha muito sol!

22.6.13

VISITANDO BRENNAND NO RECIFE

FOTO MB: CERÂMICA É UMA DAS MINHAS PAIXÕES

Estive na Oficina Brennand no sábado, ignorando a indicação de visitação do local que é de segunda à sexta. Como a passagem pela cidade foi breve, era isso ou nada! Pra lá fui eu, levada por amigos cariocas (hoje moradores de Boa Viagem) para a margem esquerda do Capibaribe, até Padre Cícero – local onde há uma estátua do Padre, no cruzamento da Avenida Caxangá com a estradinha de terra de 3km que nos leva até a Oficina e corta uma reserva florestal. Caso contrário o taxi teria custado R$ 55,00 desde o aeroporto, pois não há transporte público até o local e o busão só vai até a Várzea.

FOTO MB: VISTO EM DETALHES, É BELO

Essa era a minha terceira vez no Recife desde que a antiga fábrica de tijolos Cerâmica São João iniciou seu processo de revitalização, em 1971. Não podia, portanto, adiar a visita mais uma vez. Aliás, eu estava tão feliz de estar lá que apesar de estranhar a loja – café e o restaurante estarem fechados ao público (embora houvesse público [pagante] por lá) e a oficina propriamente dita estar silenciosa, eu nem me importei. De certa forma foi útil para controlar minha vontade de adquirir uma peça utilitária da Oficina.

FOTO MB: AS CORES ME ENCANTAM

O jardim de Burle Marx, a caminhada entre o Salão de Esculturas, o Anfiteatro e o Templo Central foram suficientes para mim. É, sem dúvida, um local tranquilo e de contemplação, ainda que seu criador possa ser considerado polêmico.
  

FOTO MB: A TEXTURA ME ENCANTA

Oficina Brennand:
Horário oficial de visitação:
Segunda – Quinta - 8 às 17h; Sexta – 8 às 16h
Ingresso: R$ 10,00 e R$ 5,00 (estudante)


Documentário sobre Francisco Brennand:

JANELA INDISCRETA

FOTO MB: A SUPER SUPER LUA DE INVERNO. PARECE QUE TUDO ESTÁ NA MAIS PERFEITA PAZ.

27.5.13

SEGUNDA-FEIRA NO LARGO DA ORDEM

FOTO MB: Igreja do Rosário / tal como Fernando Pessoa, Drummond e Noel Rosa / sinalização Braille

13.5.13

PUEBLO LIBRE E A MAIOR COLEÇÃO PRÉ-HISPÂNICA DO MUNDO: VAI PERDER?

FOTO MB: VISTA DA PLAZA BOLÍVAR DESDE A ENTRADA DO MUSEO NACIONAL, COM O PALÁCIO MUNICIPAL, A FONTE E A IGREJA DE SANTA MARIA MADALENA AO FUNDO

Disse e repito que é esclarecedor conhecer outros lugares além do centro histórico de Lima. Pueblo Libre é um deles. Tradicional e agradável, é lá que estão dois dos principais museus da América do Sul: o Museu de Arqueologia Rafael Larco, com a maior coleção de peças pré-hispânicas do mundo (45 mil peças em ouro, prata e cerâmicas) e o Museu Nacional de Arqueologia, Antropologia e História do Peru. Este último está na Plaza Bolívar, que tem fonte de bronze do século XVIII, no lado oposto ao Palácio Municipal. Logo adiante está a Igreja de Santa Maria Madalena (1549), uma das mais antigas de Lima e declarada Patrimônio Monumental desde 1942 e a Casa dos Libertadores, que acolheu Bolívar e San Martin.  

FOTO MB: DA PINACOTECA DO MUSEO NACIONAL

Caminhando ali por perto, por ruas de casas republicanas, encontra-se a Bodega Queirolo, tal qual como foi construída e mobiliada em 1890 (puro charme) e o Restaurante El Bolivariano, de comida típica peruana. 



FOTOS MB: Pueblo Libre também tem Huaca e prédio de rinha de galo construído no século XVIII (quando descobri já era noite, mas não pude deixar de registrar o telhado com várias aberturas e aparentando má conservação, coisa que de fato era uma característica necessária para a finalidade do local).



9.5.13

BARRANCO, CUNA DE ARTISTAS!


FOTO MB: ESSA PLACA ESTÁ FIXADA EM UMA ESQUINA DA AVENIDA SAN MARTIN

Fui "conhecer" Barranco três vezes. Fui de táxi, de Metropolitano, em horários distintos e, acreditem, não foi demais da conta. Barranco tem fama de boêmio, mas durante o dia também tem seu valor.

FOTO MB: PAINÉIS CONTAM A HISTÓRIA DO LUGAR

Da primeira vez fiz uma rápida visita de reconhecimento, com caminhada pros lados da Ponte dos Suspiros, da alameda dos restaurantes e da Ermita em ruína. Finalizei com o por-do-sol e um café no quintal charmoso e tranquilo do La Bodega Verde. 

FOTO MB: UMA LADEIRA NA VOLTA DA BAIXADA DOS BANHOS 

Mas isso não seria suficiente para conhecer Barranco, já que lá estão o MATE, o Osma e a Dédalo, entre outros lugares de puro charme.

FOTO MB: DIZ AÍ, VALE OU NÃO ENCARAR A LADEIRA?

Não deu outra, voltei com tempo suficiente para visitar a casa museu do Mário Testino (perdoem a intimidade) e a do Pedro de Osma, uma ao lado da outra. Em resumo: no MATE o lado mulherzinha se realiza e se é na Ponte dos Suspiros que a gente prende a respiração durante a travessia para que um desejo se realize, é no Osma que a gente pode perder o fôlego.
FOTO MB: O MUSEU PEDRO DE OSMA NÃO PERMITE FOTOGRAFIAS DE SEU MARAVILHOSO ACERVO DE PEÇAS VINDAS DA EUROPA (C.1575), PRATARIA, TELAS DA ESCOLA CUSQUENHA, ESCULTURAS EM PEDRA DE HUAMANGA... MAS O JARDIM PODE SER FOTOGRAFADO

Não satisfeita, pois ainda queria conhecer um pouco do artesanato de design peruano e um pouco mais do lado norte da cidade, voltei pela terceira vez. Me deixei ficar na Dédalo por quase uma hora, antes de caminhar pelo malecón numa bela manhã de sábado. Se eu fosse você, não perderia Barranco por nada!   

FOTO MB: SE O PERU TIVESSE UMA COR, EU DIRIA QUE É O AMARELO. E SEM DAR BOLA PARA A COLONIZAÇÃO ESPANHOLA, A QUANTIDADE DE QUINTAL É MUITO MAIOR QUE PÁTIOS.  NA ESQUERDA, O QUINTAL DA DÉDALO E NA DIREITA, O DA LA BODEGA VERDE.