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8.9.26

MARANHÃO - PARTE IV - LENÇÓIS MARANHENSES

 

O Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses é, desde 1981, uma área de proteção ambiental reconhecida como Patrimônio da Humanidade pela UNESCO (2024). É uma área de dunas e lagoas de água doce que abriga manguezais e restinga. Sim, é espetacular.

A área do Parque abrange três municípios: Santo Amaro, Barreirinhas e Paulino Neves. Há duas principais entradas para o Parque, ou seja, duas localidades que oferecem melhor infraestrutura para visitar o Parque.  Barrerinhas foi a escolhida por nós, mas confesso que Santo Amaro está nos meus planos para uma próxima ida aos Lençóis. Há muito o que ver por lá.

Só é possível entrar no Parque com empresas credenciadas. No nosso caso, fomos conduzidos pela Mangue Brasil em todos os deslocamentos e passeios realizados. 

A hospedagem em Barreirinhas foi na Pousada Buriti. Hospedagem honesta.


              

A saída para o Parque acontece nas primeiras horas da manhã. O traslado é feito em 4x4, com emoção. São cerca de 40 minutos em trilha que leva à primeira duna.




Logo depois, a paisagem surpreende e fala por si só.


Lagoa da Testa Branca - Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses, próximo à Lagoa Bonita / Barreirinhas. 


Algumas lagoas são perenes. Em janeiro começam as chuvas e é possível ver as lagoas sendo formadas.
















16.1.26

O LADO LESTE DA ILHA DO MEL: BATE E VOLTA A PARTIR DE PONTAL DO SUL

Na Ilha do Mel a palavra de ordem é preservação. Localizada no litoral do Paraná, distante cerca de 150km da capital, a Ilha é uma Unidade de Conservação, formada por um Parque Estadual e uma Estação Ecológica, que garantem a preservação de um área de Mata Atlântica, restingas e manguezais.  

Não há ruas e carros na Ilha. Lá se chega por mar, a partir de Pontal do Sul (trajeto de 4km / 30 minutos) ou a partir de Paranaguá (20km / 90 minutos). 

Tombada pelo Patrimônio Histórico (1975), a Ilha tem 4 principais vilarejos: Nova Brasília, Encantadas, Fortaleza, Farol e Praia Grande. Em Nova Brasília e em Encantadas há trapiches para o desembarque.

Os principais pontos de visitação são: Farol das Conchas (1872); Fortaleza de Nossa Senhora dos Prazeres (1769); Gruta das Encantadas, ao sul da ilha; o Istmo, localizado em Nova Brasília, que é a parte mais estreita da ilha e que sofre um processo de erosão desde 1930.

A partir da Ilha é possível fazer o passeio 360º, que contorna a ilha pelo mar fazendo paradas estratégicas nos pontos de maior interesse de visitação, inclusive a Ponta Oeste (a região mais preservada da Ilha), a Baía dos Golfinhos, a Ilha das Peças e a Ilha das Palmas.

O TERMINAL DE EMBARQUE EM PONTAL DO SUL


As tarifas abaixo são de setembro de 2025.


O PAINEL DO TERMINAL INDICA O ROTEIRO


Pela barca da Abaline, de Pontal até Encantadas, são cerca de 30 minutos. 

O DESEMBARQUE NA VILA DAS ENCANTADAS


NA PRAINHA DE ENCANTADAS












NO CAMINHO DA GRUTA DAS ENCANTADAS

Da Gruta das Encantadas, seguindo a trilha do Mar de Fora, é possível alcançar o Mirante do Farol. Porém, significa uma caminhada de 10km. Você poderá passar pelo Mirante do Morro Sabão, pela Praia do Miguel, Ponta do Joaquim e Praia Grande. Para encurtar a caminhada até o Farol, e ter ânimo para subir os mais de 100 degraus do Farol, tomei um barco até o Trapiche Brasília.

O DESEMBARQUE NO TRAPICHE DE NOVA BRASÍLIA


A estrutura do centro de visitantes em Brasília é ampla, com banheiros e posto de informações turísticas.



HOSPEDAGENS POSSÍVEIS, IMPOSSÍVEIS, CONFORTÁVEIS E DE LUXO TUDO "JUNTO E MISTURADO"  


A região mais ao norte da ilha tem ótimas opções de hospedagem honesta. As mais notadamente luxuosas são, na Praia Grande, o Grajagan Surf Resort – a 100m da Praia de Fora e a 200m do Farol das Conchas -, e o Ilha do Mel Lodges, na praia do Istmo, que está entre os 10 melhores hotéis do país de acordo com o ranking do Melhores Destinos (2025). 

O FAROL DAS CONCHAS


                                                 


A Ilha tem ampla sinalização. 
Lanternas são necessárias para as caminhadas noturnas. 
Filtro solar e repelente são imprescindíveis.








5.1.26

INHOTIM: ARTE CONTEMPORÂNEA A CÉU ABERTO

Tudo sobre Inhotim está disponível no site oficial e a minha experiência, baseada nas informações disponíveis, foi a mais positiva possível. O ônibus da Belvitur parte de BH às 8 horas da manhã, em tempo hábil de chegar no Museu na primeira hora de visitação.

Os ingressos podem ser comprados com antecedência. Vale ressaltar que toda quarta-feira e último domingo do mês a entrada é gratuita. Se for conveniente, eu sugiro evitar esses dias, pois a quantidade de pessoas torna a visitação mais demorada e acaba por estender a visitação por mais dias.

O caminho inicial só aumenta a expectativa. Você terá acesso a 23 galerias de arte que estão distribuídas nos 140 hectares além das obras a céu aberto. Fiz a visita em dois dias, utilizando o transporte interno (carrinhos elétricos) e, ainda assim não visitei todas as galerias. A partir do mapa virtual  é possível roteirizar a visita, visualizando as galerias e os pontos de interesse antes de iniciar a caminhada pelo Museu.

Foto: Margareth Bastos


A natureza é exuberante. Para percorrer uma área tão extensa a melhor solução é contratar o transporte interno realizado por carros elétricos, que percorrem rotas determinadas e têm pontos fixos de embarque e desembarque. Dependendo do dia e do roteiro escolhido há espera nos pontos. Não demora muito mas é uma espera.

Foto: Margareth Bastos


No Inhotim também há educadores que oferecem visitas guiadas gratuitas por galerias, jardins e obras externas. Os grupos partem de pontos específicos e é só chegar no horário combinado, esperar a formação do grupo de interessados e desfrutar dos comentários sobre arte e botânica.

Foto: Margareth Bastos

A CÉU ABERTO



Invenção da cor; Penetrável Magic Square | Hélio Oiticica
Foto: Margareth Bastos


A imponência do tamboril centenário sombreando um dos bancos criados pelo artista Hugo França a partir de troncos de árvores caídas.

Foto: Margareth Bastos


As esculturas de John Ahearn e Rigoberto Torres, na Galeria Parque, retrata o cortejo religioso com os grupos de Congado e Moçambique ("Abre a Porta") e "Rodoviária de Brumadinho" retratam o cotidiano dos moradores da região.

Foto: Margareth Bastos


"Troca Troca", de Jarbas Lopes, é composta por 3 fuscas - 1 amarelo, 1 vermelho e 1 azul -, que foram usados por 3 amigos em uma viagem do Rio de Janeiro a Curitiba, no ano de 2002. Ao fim da viagem, as latarias dos carros foram mescladas para que cada carro guardasse o registro da viagem dos 3 amigos.

Foto: Margareth Bastos


Piscina (2009), de Jorge Macchi, é a transposição para o espaço tridimensional de uma das aquarelas do artista. Lembra uma agenda telefônica, com índice alfabético nos degraus da escada, dentro d’água. É permitido interagir com a obra. Ou seja, em dia de calor é possível se refrescar. Um luxo.

Foto: Margareth Bastos



Há dez pontos de alimentação no Inhotim, sendo 2 restaurantes. O Café das Flores, por exemplo, que está próximo da Recepção e da Loja Design, oferece lanches artesanais. O restaurante Oiticica oferece buffet self-service de comida contemporânea.

Foto: Margareth Bastos


Foto: Margareth Bastos


Foto: Margareth Bastos


No Jardim dos Sentidos há cerca de 70 espécies de plantas nativas e exóticas, distribuídas em canteiros organizados por categorias. São elas: medicinais, aromáticas e tóxicas.

Foto: Margareth Bastos


"Beam Drop", de Chris Burden foi criada a partir da queda livre de vigas de metal içadas por um guindaste e soltas em uma piscina de concreto fresco. Para o artista, a obra congela o instante de impacto no tempo e espaço.

Foto: Margareth Bastos

AS GALERIAS: ARQUITETURA COMO ARTE



O Pavilhão Sônico abriga a obra de Doug Aitken e pode ser visto à distância. A construção de aço e vidro protege um poço de 220m de profundidade (imagine um prédio de mais de 50 andares) que, por estar microfonado, capta os sons da Terra. O Pavilhão permite uma visão 
de 360° do parque.

Foto: Margareth Bastos

Rodrigo Cerviño projetou o “edifício cego”, que abriga as obras de Adriana Varejão: uma grande caixa de concreto suspensa sobre um espelho d’água. 

Foto: Margareth Bastos


"Celacanto provoca maremoto", de Adriana Varejão, tem como referência a azulejaria barroca portuguesa. São 4 paredes com quase 200 azulejões, do chão ao teto. Eu, uma apaixonada por esses azulejos, escolhi essa sala como sendo a minha predileta de toda a Galeria.
 
Foto: Margareth Bastos


Foto: Margareth Bastos





Foto: Margareth Bastos


Foto: Margareth Bastos


Galeria Lygia Pape 

Foto: Margareth Bastos


Ttéia 1C. Essa instalação permanente usa fios dourados que remetem a teias de aranha. A luz que incide sobre os fios faz com que eles desapareçam e reapareçam, dando a impressão de movimento e transforma a percepção do expectador conforme ele se move pelo ambiente.

Foto: Margareth Bastos



A obra "Sem título", de Robert Irwin, está localizada no ponto mais alto da área de visitação de Inhotim. De lá é possível observar a Serra da Moeda e a área urbana de Brumadinho, onde o Museu está localizado.

Foto: Margareth Bastos


Foto: Margareth Bastos

Isso é tudo que há para ver em Inhotim? Não, não é. Vi muito mais e ainda havia mais para ser visto. Não existe uma rota pré-estabelecida. Você escolhe para onde olhar, por onde seguir, ir e vir, sentar, admirar e, com certeza, concluir que voltará muitas outras vezes.  







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