Páginas

2.5.07

Você já visitou Jacuecanga?

Movida pela solidariedade e incorporada do espírito do turismo - histórico - pesquisador, cheguei em Jacuecanga numa manhã de quinta-feira, chuvosa e sem graça. Para mim, tudo bem, já que Jacuecanga fica bem perto de Angra dos Reis (RJ), destino original da viagem.

Parada no meio da praça central, sentindo a brisa do mar, identifiquei duas opções de visitação: o estaleiro Verolme e a Igreja da Santíssima Trindade.
Bom, já que era para fazer turismo-histórico, rumamos para a igreja. Diante do desafio de digitalizar alguns livros de batismo do século XIX, cansei e resolvi ir em busca de outros atrativos do lugar, históricos ou não, que pudessem ilustrar ainda mais a minha manhã.

Caminhei pelos arredores e constatei que a vila é realmente muito pacata e a praia está, digamos, muito envolvida pelo estaleiro. Resolvi voltar para a Igreja e já não encontrei mais o meu companheiro de viagem. Pensei rápido e resolvi sair em sua busca, que imaginei não ser muito difícil de realizar porque significava percorrer uma dezena de ruas, se tanto.

Aí começou verdadeiramente a minha aventura. Era a “hora do almoço”, no momento em que eu passava pela porta principal do estaleiro. Eu, linda, dirigindo meu carrinho em baixíssima velocidade, olhando para os lados, à procura do meu marido. Mas só EU sabia que procurava por ele. Os mais de 300 homens em siesta nas calçadas não faziam idéia disso e ficou evidente a estranheza causada por me verem circular mais de uma vez pelas mesmas ruas de Jacuecanga. Não, não foi proposital. É que a vila é tão pequena que o final da rua em questão é o início da mesma, logo, andar em círculos não foi uma tarefa difícil.

Quando um desses senhores quase atropelou o meu carro, caiu a ficha e saí correndo dali, sem deixar de pensar em um trocadilho (êta, que palavra antiga) com o nome da vila. Inspirada em Los Angeles, que é a cidade dos anjos, não pude deixar de pensar que Jacuecanga é a vila da cueca!