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11.2.16

A TRIVIAL BOA MESA SEVILHANA







FOTOS MB: SEM ENDEREÇO CERTO... OLHE, SE ENCANTE E DESFRUTE 

DUAS GRANDES E IMPERDÍVEIS PRAÇAS PARA CONHECER EM SEVILHA: PLAZA DE ESPAÑA E METROPOL PARASOL

FOTO MB: VISTA DA CIDADE A PARTIR DO TERRAÇO DAS SETAS DE SEVILHA


METROPOL PARASOL


A intervenção do arquiteto alemão Jürgen Mayer está na Plaza La Encarnación e fez parte do projeto de reabilitação do centro antigo da cidade. Sua estrutura é de madeira e mede 26m de altura. Lá você encontra restaurante, antiquário e uma programação de eventos, que pode ser acompanhada por aqui.

FOTO MB: AS VÁRIAS POSSIBILIDADES DE UMA ARQUITETURA ORGÂNICA


PLAZA DE ESPAÑA


Era uma vez um Parque (Maria Luísa), criado a partir dos jardins do Palácio de San Telmo e que foi doado ao povo (1893) pela Infanta de mesmo nome. Parte desse jardim foi reformado em 1929, abrindo espaço para as Praças de Espanha e das Américas, onde ocorreu a Exposição Iberoamericana. 


FOTO MB: AS ALAMEDAS DO PARQUE TAMBÉM PERMITEM UMA BOA CAMINHADA


FOTO MB: AO REDOR DA PRAÇA VOCÊ ENCONTRA BOAS LEMBRANÇAS DA CIDADE

O parque em si é muito agradável. São 35 hectares convertidos na maior área verde da cidade, com fontes, estátuas e o Teatro Lope de Vega. Por ele é possível passear de coche, que tem uma parada oficial na de Torre Del Oro - Palácio de San Telmo, e identificar os pavilhões de cada país participante da Exposição, que hoje tem novo uso. Por exemplo, no pavilhão do Uruguai funciona parte da administração da Universidade de Sevilha.


FOTO MB: JUNTO DA MINHA ADMIRAÇÃO PELA PRAÇA DE ESPANHA, A FACHADA DO TEATRO LÁ NO INÍCIO DA CAMINHADA


FOTO MB: O PAVILHÃO ESPANHOL É IMPACTANTE

FOTO MB: CANAIS E PONTES PERMITEM PASSEIO DE BARCO


FOTO MB: EM CADA AZULEJO PARTE DA HISTÓRIA LOCAL


FOTO MB: PLAZA DE ESPAÑA - UMA PARADA NECESSÁRIA


TOME NOTA
Paradas oficiais do coche: Plaza de España, Catedral, Archivo de Indias, Torre del Oro.



  

26.1.16

NO CENTRO HISTÓRICO DE SEVILHA TEM...

FOTO MB: METRO CENTRO - TRANVÍA - VEÍCULO SOBRE TRILHOS QUE PERCORRE 2 KM DA AVENIDA DE LA CONSTITUCÍON, ENTRE PLAZA NUEVA E SAN BERNARDO, COM ESTAÇÕES NO ARQUIVO DAS ÍNDIAS, HOTEL AFONSO XII E PRADO DE SAN SEBASTIÁN. OU SEJA, O CAMINHO É TÃO INTERESSANTE QUE MAIS VALE CAMINHAR E OBSERVAR AS EDIFICAÇÕES.

FOTO MB: SEVICI - AS BICICLETAS DE ALUGUEL, COMUNS EM GRANDES CIDADES

FOTO MB: LARANJEIRAS - SIM, POR TODA A CIDADE É POSSÍVEL ENCONTRAR LARANJEIRAS CARREGADAS DE FRUTOS. É BEM COMO DESCRITO NO DICIONÁRIO DA REAL ACADEMIA ESPANHOLA: ÁRVORE DE QUATRO A SEIS METROS DE ALTURA; SEMPRE VERDE; FLORIDO E COM FRUTO; TRONCO LISO ; FOLHAS OVALADAS, DURAS, LUSTROSAS E DE UMA BONITA COLORAÇÃO VERDE. ORIGINÁRIA DA ÁSIA, É MUITO CULTIVADA NA ESPANHA. DA SUA FLOR - O AZAHAR - É FEITA A ÁGUA DE MESMO NOME, MUITO UTILIZADA NA FEITURA DE DOCES.

FOTO MB: AS IGREJAS DA CIDADE - A IGREJA DO DIVINO SALVADOR, NA PRAÇA DE MESMO NOME, É UMA CONSTRUÇÃO DO SÉC. IX, ERGUIDA SOBRE OS RESTOS DE UMA MESQUITA, É A SEGUNDA MAIOR DA CIDADE. 

NÃO DEIXE DE VER A IGREJA DE SÃO ILDEFONSO E A CATEDRAL (CONSTRUÍDA NO SÉC XV SOBRE A MESQUITA DE ALJAMA), A MAIOR IGREJA GÓTICA DO MUNDO E DECLARADA PATRIMÔNIO DA HUMANIDADE.




FOTO MB: A ARTE MUDÉJAR - A EXUBERÂNCIA DA CÚPULA OTOGONAL DA IGREJA DE SANTA MARIA MADALENA (SÉC. XVIII) SE REPETE EM OUTRAS EDIFICAÇÕES.

FOTO MB: LA GIRALDA - UM MINARETE DE 76m DE ALTURA, CONSTRUÍDO PELOS ÁRABES NO SÉCULO IX E ACRESCIDO DE UM CAMPANÁRIO EM 1568. A SUBIDA É CANSATIVA, MAS É COMPENSADA PELA BOA VISÃO DA CIDADE. É PARTE DA CATEDRAL, QUE MANTÉM O TÚMULO DE CRISTÓVÃO COLOMBO. SUA LOCALIZAÇÃO É PRIVILEGIADA, UMA PRAÇA AO FINAL DA AVENIDA CONSTITUCIÓN COM O PALACIO ARZOBISPAL E A ENTRADA DO REAL ALCÁZAR (PORTA DOS LEÕES), OU SEJA, UMA VIAGEM NO TEMPO.

FOTO MB: LA GIRALDA FINAL DA TARDE


FOTO MB: LA GIRALDA POR OUTRO ANGULO

FOTO MB: MODERNIDADE E TRADIÇÃO - AVENIDA CONSTITUCIÓN


Caminhe por Sevilha!


25.1.16

TRIANA E MACARENA: BAIRROS IMPERDÍVEIS DE SEVILHA

Triana, Centro Antigo e Macarena foram os três bairros percorridos nesses dias de Andaluzia. O suficiente para compreender a diversidade da cidade e ficar com vontade de voltar. O centro histórico merece uma postagem própria. Vou, portanto, começar por Triana, que está do outro lado do Rio, ou seja, aquele que não tem Plaza de Armas, casco antiquo e fica distante dos flashes dos turistas, mas é um típico bairro de Sevilha. 

FOTO MB: DA ESQUERDA PARA DIREITA, TRIANA, A TORRE DE SEVILHA (O MAIOR EDIFÍCIO DA CIDADE, QUE É UM CENTRO COMERCIAL) E LA MAESTRANZA

TRIANA
Vale visitar as oficinas de azulejos, ver as igrejas de onde partem as grandes procissões e almoçar por lá. O passeio pode começar pela La Maestranza (do lado de cá do Rio), que é a praça de touros e museu, para quem tem curiosidade sobre o tema. De lá, atravesse o rio pela ponte Isabel II e ao final dela estarás na Plaza del Altozano, de onde saem as ruas Pureza e Betís, que resumem Triana.


MACARENA
La Macarena é um bairro rico na arquitetura de estilo mudéjar (séc XII - XVI) que é conhecido como um fenômeno hispânico que combina românico, gótico e renascentista com a arte islâmica. Os melhores exemplos do bairro são a Basílica de La Macarena e a Igreja de San Gil. Neste bairro também se vê os vestígios das muralhas árabes que cercaram a cidade, mas foi na rotina de seus moradores que encontrei o grande charme do lugar.
 

FOTO MB: EM LA MACARENA, NA REGIÃO DA CALLE LA FERIA, A SIESTA ACONTECE NO TRADICIONAL BAR VIZCAÍNO (1929) 

FOTO MB: PELAS RUAS DE MACARENA DURANTE A SIESTA 1

FOTO MB: PELAS RUAS DE MACARENA DURANTE A SIESTA 2

Vale também a caminhada até o Mercado do Bairro, junto à paróquia Omnium Sanctorum, outro exemplo da arquitetura mudéjar e talvez a segunda mais velha igreja da cidade. São ruas encantadoras e estreitas, quase becos, que em cada curva oferecem uma boa surpresa: você poderá  encontrar uma praça ou um largo ao final deles.

FOTO MB: PELAS RUAS DE MACARENA DURANTE A SIESTA 3

FOTO MB: A SIESTA NO CENTRO HISTÓRICO. DÁ PRA PERCEBER A DIFERENÇA?

TOME NOTA:
Para tapeos BAR YEBRA e BAR VIZCAÍNO, ambos fora do circuito turístico.
Para cenar Restaurante LA CALESERA - no Hotel San Gil

SEVILHA VISTA PELA MARGEM DO RIO GUADALQUIVIR: Ô, SAUDADE!

Errei, e muito, ao reservar apenas 3 dias para visitar Sevilha. O peculiar da cidade é a possibilidade de ver lado a lado vestígios mouros, cristãos e daquilo que foi o principal ponto (ou porto!) de partida para Colombo conquistar a América. Ao sul da Península Ibérica, próximo do Atlântico e do Mar Mediterrâneo, sua culinária é rica, pois é comum oferecer pratos com preparo típico de outras regiões da Andaluzia. Assim é que de tapas em tapas caminhamos por belas ruas observando os azulejos coloridos, as sacadas floridas, os vários jardins e, no meu caso, dos arabescos preservados desde o domínio mouro. Quando a noite cai é hora de saborear uma sopa fria (Gazpacho) e se procurar por um tablao (casa de flamenco). La Garbonería, casa com pátio de pedra e palco minúsculo onde o canto e a dança são espontâneos e autênticos, foi o local eleito por nós.

FOTO MB: A PRIMEIRA VISÃO DO RIO GUADALQUIVIR É UM CONVITE PARA A CAMINHADA




FOTO MB: QUE COMEÇA ASSIM



FOTO MB: E SEGUE APRESENTANDO A ARQUITETURA DA CIDADE À MARGEM ESQUERDA DO RIO
PALÁCIO DE SAN TELMO - SEDE DO GOVERNO DA ANDALUZIA


FOTO MB: A TORRE DEL ORO, EDIFICAÇÃO MOURISCA DO SÉCULO XVII, PROTEGE O PORTO


TOME NOTA 

La Carbonería - Calle Leviés, 18. Uma pequena porta, sem indicação na fachada, poderá passar em branco se você não tiver certeza do endereço. Os taxistas, em geral, conhecem o local, que fica próximo à Conde de Ibarra.

Cruzeros Torre del Oro - Se caminhar não é o seu forte, embarque em um passeio de barco pelo Rio e observe a cidade. Os barcos partem de um acesso nas imediações da Torre. Há pelo menos 2 pontes que devem ser observadas: a estaiada, projeto de Santiago Calatrava e a levadiça Ponte das Delícias. 



9.1.16

MUSEU DE LUXEMBURGO: um museu no trajeto do ônibus 63

Fã incondicional e leitora assídua do Conexão Paris, coloquei em prática a sugestão do blog de percorrer a cidade em uma linha de ônibus convencional. Foi dessa maneira que embarquei no ônibus 63, nas proximidades da Gare de Lyon. A intensão era fazer todo o trajeto olhando através da janelinha, porém, diante da igreja/praça de Saint-Sulpice eu desembarquei. A caminhada até o Jardim de Luxemburgo leva poucos minutos. No meu caso, que considero viajar ser mais que conhecer os pontos turísticos, envolveu uma esticadinha pelas redondezas. Demorou um pouco mais e resultou em contentamento!  


FOTO MB: GARE DE LYON - O PONTO DE ÔNIBUS FICA NA PRIMEIRA TRANSVERSAL


FOTO MB: SAINT-SULPICE. É OU NÃO PRA DESCER O ÔNIBUS?

Ao final da caminha pela estreita Rue Férou chega-se ao Museu de Luxemburgo, mas preferi seguir pelas ruas de Mézières e Bonaparte e desfrutar das livrarias do caminho. Demora um pouquinho mais.


FOTO MB: OS JARDINS DE LUXEMBURGO, AINDA QUE NO INVERNO, É LOCAL DE LAZER PARA OS PARISIENSES. SEM CONTAR A EXUBERÂNCIA DO PALÁCIO SEDE DO SENADO FRANCÊS


 FOTO MB: NAS MESAS, CONVERSA E JOGO DE DAMAS



FOTO MB: A FACHADA DO MUSEU - PARA AGENDA DE EXPOSIÇÕES SIGA O FACEBOOK DO MUSEU https://www.facebook.com/Mus%C3%A9e-du-Luxembourg-Paris-official-69628911730/?notif_t=fbpage_

Bom, duas horas depois estava eu de volta ao mesmo ponto de ônibus que desembarquei para retomar a jornada. E lá fui eu, olhando pela janelinha as ruas de Paris!


FOTO MB: NO TRAJETO DO 63 TEM TORRE EIFFEL, PALAIS DE TOKYO [estava acontecendo a Fashion Week Paris]; PONTE E PRAÇA ALMA; INVÁLIDOS; ASSEMBLÉIA NACIONAL; BRASSERIE LIPP... OPS! DESCI DO ÔNIBUS NOVAMENTE


FOTO MB: A BRASSERIE LIPP TEM SERVIÇO IMPECÁVEL E MUITA TRADIÇÃO. EM CADA PLACA UMA REGRA DA CASA, DENTRE ELAS, A RESTRIÇÃO AOS REFRIGERANTES, A PROIBIÇÃO DE CELULAR...





MUSEU GEORGE POMPIDOU E JEFF KOONS

FOTO MB EM FEVEREIRO DE 2015
Vamos ao Pompidou? Se sim, vocês estará à caminho do que os parisienses chamam de Beaubourg, ou seja, uma grande esplanada com uma edificação de canos e tubos aparentes que causa polêmica na cidade desde a sua instalação, em 1977. O Centre George Pompidou abriga museu de arte moderna, biblioteca pública, cinema, restaurante... É programa para uma tarde inteira...

FOTO MB: A ESPLANADA - PLACE GEORGES POMPIDOU
Você pode chegar lá facilmente de metrô -  Rambuteau (linha 11), Hôtel de Ville (linhas 1 e 11) e escolher entrar pela Rue de Renard. Tem menos fila.
FOTO MB: O MOVIMENTADO HALL E BILHETERIA
FOTO MB: A VISTA DA CIDADE ATRAVÉS DO VIDRO E DO METAL DO ÚLTIMO ANDAR
Tive a oportunidade de visitar a exposição de Jeff Koons e, confesso, de me encantar com a sua capacidade de transmitir fragilidade e leveza por meio do aço polido.
FOTO MB
Outros artistas, tais como Malachi Farrell ["Ateliê Clandestino" - documentário arte], me impressionam até hoje. A agenda do Centre Pompidou está disponível no site https://www.centrepompidou.fr/

25.4.15

PARIS NO INVERNO: APROVEITE PARA IR AO LOUVRE

Pela primeira vez visitei Paris no inverno e não tive dúvidas em dedicar esses poucos dias aos museus. Isso porque a lembrança do colorido da primavera e do ânimo das pessoas no verão teimava em me afastar das ruas, ainda que o frio fosse ameno para os padrões europeus e não houvesse neve.

O saldo foi positivo: Bati ponto no Louvre, sem fila para entrar e tendo em mãos o ingresso comprado com antecedência na FNAC do Centre Commercial Beaugrenelle - 11 rue Linois. Poderia ter adquirido o Paris Museum Card, mas não era o melhor custo benefício para a minha proposta. O ingresso permite sair e voltar ao Museu no mesmo dia. No hall de entrada, ponto de partida para a visitação, você encontra uma super estrutura de atendimento ao visitante. É ali que se tem a dimensão da grandiosidade do lugar que você entrou! Parece simples, mas escolher por qual pavilhão começar [Sully, Denon ou Rechelieu] pode ser um dilema. Então, se preferir, opte por audio-guia ou estipule um roteiro prévio. A internet está repleta de dicas para isso.

FOTO MB: LOUVRE - AULA DE HISTÓRIA DA ARTE


Enfim, caminhando sem o compromisso de estudar, de encontrar Vitória (de Samotrácia), Vênus (de Milo) e Monalisa, me perdi (literalmente) naqueles corredores. Tal fato não causou qualquer desconforto já que estava diante de uma arquitetura belíssima e cercada de arte que produz conhecimento e favorece a contemplação... Estar perdido, neste caso, significa diversão! E foi assim que, sem pressa, passei horas circulando nos quatro andares do Museu, entre Antiguidades Gregas, Romanas, Etruscas, Egípcias, do Oriente, Arte Islâmica, gravuras, desenhos, pinturas, esculturas e artes decorativas. Lá só não se vê os impressionistas e as vanguardas dos séculos XIX e XX (Cubismo, Futurismo, Expressionismo, Dadaísmo e Surrealismo) que estão no Museu d´Orsay.

FOTO MB: O MÁRMORE É MACIO COMO ARGILA PARA OS CLÁSSICOS


FOTO MB: O LOUVRE É BONITO POR DENTRO E POR FORA - VEZ OU OUTRA É BOM OLHAR PELA JANELA PARA VER A CIDADE
FOTO MB: AÍ VOCÊ SENTA UM POUCO PARA RETOMAR O FÔLEGO E CONCLUI QUE A HUMANIDADE É BRILHANTE! 
Depois de seis horas, com uma única paradinha para um sanduíche na tradicional Boulangerie Paul do Louvre (simples, rápido e gostoso!) deixei o Museu. Vi tudo? Não. Voltarei? Todas as vezes que puder!

FOTO MB: A GRANDE ODALISCA - NEOCLÁSSICO - JEAN-AUGUSTE DOMINIQUE INGRES