Páginas

Mostrando postagens com marcador centro da cidade. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador centro da cidade. Mostrar todas as postagens

2.5.13

IGREJAS DO CENTRO HISTÓRICO DE LIMA: SÃO MUITAS, MAS ESSAS VOCÊS DEVEM CONHECER!



FOTO MB: SÃO PEDRO (COMPANHIA DE JESUS)
Quando chego pela primeira vez em uma cidade procuro visitar igrejas de diferentes Ordens Religiosas, pois gosto de reconhecer suas características e compará-las com as de outros locais. Foi assim que cheguei até a Igreja de São Pedro. Fora do circuito igreja-museu, nela não se paga ingresso, não há convento e nem visita guiada, mas é belíssima. Talvez por isso a estátua de Victor Belaúnde aponte para ela. Do outro lado da rua, num anexo do Ministério das Relações Exteriores, fica o Centro Cultural Inca Garcilaso. Lá estava a exposição WOMANKIND, da artista peruana María María Acha-Kutscher, depois de passar pelo México, Alemanha e Espanha.


FOTO MB: SÃO DOMINGOS (PREGADORES / DOMINICANOS)
Por essa igreja-convento do século XVI passaram os santos peruanos Santa Rosa de Lima, San Martin de Porres e San Juan Macías. O ingresso custa 5 soles, mas os guias são independentes e não estipulam o valor para a caminhada feita pelos claustros decorados com azulejos sevilhanos (esse aí traz a data - 1606) e cedro da Nicarágua. Lá foi criada a Universidade São Marco, inaugurada em 1551. Quem aprovava ou não os alunos era o Virrey em pessoa. Perto dali, aos sábados, acontece a feira gastronômica mais famosa da cidade, com apresentação de música e dança.


FOTO MB: SÃO FRANCISCO (FRANCISCANOS)
Erguida em 1540, é lá que está o Museu das Catacumbas, mais cedro entalhado e azulejos de Sevilha e uma tela da Santa Ceia datada de 1696, que retrata a ceia numa mesa redonda, a ausência de talheres e um cuy servido aos apóstolos. 
FOTO MB: NÃO É POSSÍVEL FOTOGRAFAR OS MUSEUS DE SÃO FRANCISCO. ENTÃO, O JEITO É PINTAR NA CALÇADA...

Caminhando um pouquinho mais é possível chegar ao Rio Rímac, que corta toda a cidade e a partir de onde Pizarro fundou Lima, em 1535. Mas, vamos combinar, só se você gostar muito de ver um rio. No entanto, as ruas daquela região guardam as características coloniais e são repletas de balcões – de cedro da Nicarágua. Parece que o centro conserva mais de 500 balcões talhados em cedro durante o século XVII. Além disso, vários restaurantes tradicionais estão naquela região.



FOTO MB: CATEDRAL DE LIMA E O MUSEO PAL ACIO ARZOBISPAL
Este é o terceiro prédio da Catedral construído no mesmo local, o que permite percorrer a arte religiosa dos séculos XVI ao XIX e observar o barroco e o neocolonial. Não estranhe se o som da banda do Palácio do Governo invadir esse espaço. Diariamente, ao meio dia, acontece a troca da guarda no Palácio ao lado. Aí, não tenha dúvidas em sair para admirar o espetáculo e retomar a visita aos Museus de onde parou.

10.3.12

CITY TOUR CIDADE DO MÉXICO: RESERVE TEMPO... (parte 2)

Parece que só é possível circular à vontade em uma cidade quando não precisamos mais visitar as atrações turísticas. Como na Cidade do México TUDO pode ser uma atração, você estará "em casa" já na primeira viagem. Uma maneira de ter idéia do que estou falando é ir ao mirante no 44º andar da Torre Latinoamericana e observar a cidade como se estivesse no Arco do Triunfo em Paris.

FOTO MB: MONTAGEM COLONIAL/MODERNO/CIDADE DO MÉXICO/PARIS

Como a Torre é um dos poucos locais com visitação antes das 10 da manhã, no caminho você pode observar a arquitetura da Calle Madero sem a interferência do vai e vem das pessoas. Mas, o que faz essa rua de pedestre ser tão especial? Por exemplo, em um único quarteirão, a Casa dos Azulejos (o restaurante da Sonborns é precioso de ver, sem falar na loja de muito bom gosto); os biscoitos feitos e vendidos pelas irmãs do Convento de São Francisco de Assis, praticamente destruído, mas tendo preservada a fachada churrigue-resca (linda de morrer!);  a casa do Marquês de Jaral de Berrio (Palacio de Iturbide - construído com rochas vulcânicas vermelhas, o tezontle).
FOTO MB: MURAL ONISCIÊNCIA, DE OROZCO, NA ESCADA NA SONBORNS. OS AZULEJOS FORAM TRAZIDOS DA CHINA, NO SÉCULO XVIII
FOTO MB: EXPOSIÇÃO NIÑO DIOS - MENINO JESUS VESTIDO COMO UM ANJO - NO PÁTIO DA TORRE LATINOAMERICANA

Siga pela Alameda na direção do Belas Artes (fantástico espaço multicultural que abriga teatro, a sede da Sinfônica , o Balé Folclórico) e depois pela calle Donceles. Cruze a Plaza de Santa Veracruz e observe mais duas igrejas absolutamente tortas, afundando no chão. A sugestão é: perca-se por lá, pelo menos até o Passeo de la Reforma e, se for flamenguista como eu, vá até a igreja de San Hipólito e São Judas Tadeu.

FOTO MB: PASEO DE LA REFORMA E AV. HIDALGO - SAN HYPÓLITO

No caminho de volta, descubra a Plaza de Santo Domingo e sua Igreja (na verdade, uma capela do antigo monastério), o Palácio da Inquisição Espanhola - que hoje é a Escola de Medicina da UNAM -, e a arcada conhecida como Portal dos Evangelistas.

FOTO MB: NO MOSTEIRO

7.1.12

ARQUITETURA E HISTÓRIA NA CIDADE VELHA

FOTO MB: A CIDADE VISTA DO PARQUE GÜEL

TAPAS E O BAIRRO GÓTICO
Menos de duas horas depois de desembargar no del Prat e livre da bagagem, eu já caminhava pelo bairro Gótico. Foi o primeiro contato com a Cidade Velha, formada pelos bairros Raval, Gótico, Ribeira e Barceloneta. Muito, muito interessante! Logo no início da caminhada, a partir da Rambla, me deparei com a Catedral Gótica e os vestígios das muralhas romanas. Depois, "me perdendo" por ruas tortuosas até o El Call (quarteirão judaico) e por becos quietos, onde a luz do sol só atinge os telhados, foi como participar de um filme de época.

FOTO: MB - REPARE A PINTURA DOS TIJOLOS NAS PAREDES

Os prédios foram construídos no século XV  e hoje abrigam lojas de moda e de design de jóias, brechós, cafés e bares, além de residencias nos andares superiores. Não é raro ver roupa secando e plantas nas sacadas, em convívio harmonioso com a história do Els Quatre Gats, por exemplo. 

FOTOS: MB - DETALHES QUE GOSTEI

Foi assim que  cheguei ao Cala del Vermut para saborear aquilo que chamei de rodízio de tapas caseiras que me foi servido pela proprietária quando não fui capaz de escolher apenas um tipo de tapeo. Muito simpático. Ela organizou em uma travessa  os quitutes disponí-veis no momento: calabacines y berenjenas, anchoas, chistorra, boquerones, calamares, banderillas de pulpo, bombas, croquetas de pollo, champiñones, papas bravas e quesos. Não, não tomei vermut.

FOTO: MB - ENTRADA DO BAR DE TAPAS

24.12.11

BARCELONA EM DOIS DIAS

FOTO: MB - PASSEO DE GRÀCIA - AO FUNDO, A CASA BATLLÓ


Cheguei em Barcelona pela Easyjet e no Hostal Goya , de ônibus, quer dizer, de AEROBUS desde o aeroporto. Foi a primeira vez em um Hostal, e não me arrependi. A Plaça de Catalunya vervia, ocupada pelos politizados jovens "indignados”. Ainda assim, no ponto de partida de duas das principais avenidas (la Rambla e Passeo de Gràcia), um telão calou as palavras de ordem dos manifestantes que assistiram a conquista de mais um título do Barcelona [sim, foi por ganhar a Champions League da UEFA naquele final de semana que o Barcelona jogou o Mundial de Clubes e desbancou o Santos de Neymar... Mas isso é outra história].


FOTO: MB - MERCADO NA RAMBLA

SOBRE O HOSTAL:
A indicação veio do Tripadvisor e de relatos de viajeiros experientes. Além da excelente localização (distante 1 quarteirão da Praça Catalunya, onde tem metro, ônibus para o aeroporto, FNAC, El Corte Inglés etc) era limpo e novo. A suíte tinha ducha e banheira, ar condicionado, café, água, chás e internet disponíveis. O serviço de quarto era diário. No outro lado da calçada, um café especial, com doces e salgados de dar água na boca!

SOBRE A CIDADE:
Barcelona tem os seus encantos. Como o tempo foi curto... gostei do que vi, mas não teve gostinho de quero mais.

LINKS DA VIAGEM:
http://lidoefeito.blogspot.com.br/2012/01/aquilo-que-so-existe-em-barcelona.html
http://www.lidoefeito.blogspot.com.br/2012/01/arquitetura-e-historia-na-cidade-velha.html

20.4.10

TANGO DE MIÉRCOLES

FOTO MB: Corrientes

Hoje me pediram dicas de Buenos Aires e resolvi publicar uma que considero preciosa para quem vai enforcar Tiradentes por lá: Tango de Miércoles - um Projeto do Centro Cultural de la Cooperación Floreal Gorini - Av. Corrientes, 1543. É claro, tango da melhor qualidade, para portenhos. Na primeira vez que lá estive, conheci o trabalho do trio Cuesta Arriba, dias antes de su séptima gira europea. Sem dúvida, muito bom!

FOTO MB: Corrientes - Que tal assistir O segredo dos seus olhos na fonte?

6.4.10

RIO SEM SAMBA, CARNAVAL E FUTEBOL

Costumo dizer que tenho um roteiro básico para rever o Rio em 3 dias, e dele não abro mão. Isso inclui, com alguma variação, uma circulada pelo centro da cidade, outra na zona sul e uma noite na Lapa. Barra da Tijuca? Dispenso, só vou lá para encontrar os amigos. Vez ou outra, tenho uma reunião de trabalho e faço comprinhas. Tudo isso, com muito sol, muito suor e alguma cerveja, já que ainda é março e eu não sou de ferro!
FOTO MB: Vista da Lagoa

1º dia - Por volta das nove da manhã ainda é possível caminhar agradavelmente pela Lagoa Rodrigo de Freitas, até decidir se vale esticar a caminhada pelo Jardim Botânico, pelo Parque Laje ou por Ipanema e Leblon. Para mim, a opção mais fresquinha para esse horário é ir até ao Shopping da Gávea, que de tão tranquilo faz você esquecer que está em um shopping. Dou uma olhadinha nas lojas descoladas de roupas, de presentes, de casa e decoração (sem contar Antônio Bernardo e Junia Machado) e almoço por lá mesmo. Como o shopping não tem praça de alimentação e os restaurantes estão espalhados pelo térreo, almoçarei em paz. Dou uma conferida nas peças de teatro em cartaz e quase sempre encontro um ex-colega de trabalho do Jardim Botânico. Adoro!

FOTO MB: Saladinha do Gula Gula

No fim da tarde, rumo para o centro do Rio. Diante da Candelária decido se vou ao Beco da Sardinha ou ao Odeon. Sigo para a Cinelândia, “por dentro”. No caminho, paradinha no CCBB, na Casa França Brasil e no Centro Cultural dos Correios. Mesas e cadeiras invadem a Rua dos Mercadores, até o Arco do Teles. É sexta-feira no Rio.
FOTO MB: Candelária


Na Praça XV, entre o Paço e o Palácio Tiradentes, a circulação de pessoas é intensa. Muita gente está voltando para casa, em Niterói. Sigo pela Assembléia, até a Rio Branco, a tempo de ver, no Largo da Carioca, a Igreja de Santo Antônio. Ao longo da Avenida, o Museu Nacional de Belas Artes, o Teatro Municipal, a Biblioteca Nacional, a esquina da Chile... respiro o Rio de Janeiro. Chego ao Odeon, para encontrar os amigos da faculdade. É um hábito que se repete há 19 anos. Oba!

FOTO MONTAGEM MB: Rua dos Mercadores, Arco do Teles, Praça XV

2º dia – Calor intenso. Já perdi a hora da praia (que pra mim só pode ser às sete da matina), mas não abro mão de ver o mar. No terraço do Botafogo Praia Shopping encho os olhos com a vista da Marina e do Pão de Açucar (é de graça e tem ar condicionado). De lá, vou direto para o Forte de Copacabana, pelo Túnel Novo, para seguir pela orla do final do Leme ao início do Arpoador. Tomo um suco na Confeitaria Colombo, só para admirar a vista, pois tenho um nhoque da fortuna, em Vila Isabel, no berço do samba e de Noel, às sete da noite. Abro mão do percurso mais curto, pelo Santa Bárbara, e sigo pelo Aterro do Flamengo, só para não perder a paisagem e adiar o engarrafamento, que encontro ao chegar na Presidente Vargas. No problem. Abandono o taxi e pego o Metrô – linha 1 até a estação Afonso Pena e, de lá, o 433 até a Vila. Mais amigos, mais um gostinho do Rio.

FOTO MB: No terraço... coloquei lado a lado as duas fotos

3º dia – Um dia dedicado à nostalgia. Isso tem endereço certo: Humaitá. Na Cobal, perambulo pelos pequenos corredores de frutas, vejo flores e compro os pãezinhos do Farinha Pura e uma torta de nata da Torta e Cia. Tudo aos pés do Redentor, que está coberto para reformas. Mas isso não importa.

FOTO MB: Na  COBAL do Humaitá encontrei orquideas aéreas

Esses são os meus dias de Rio de Janeiro: Revejo a ex-casa do maridão, o jardim de  infância dos sobrinhos, o casario da São Clemente e o Largo dos Leões. Ponho tudo isso na mala e volto feliz para casa, em Curitiba.

1.2.10

VOU ALI E JÁ VOLTO

Viagem é como filho, tem que ser planejado. Mas, como todo mundo sabe, imprevistos acontecem. Então, numa correria que só Deus sabe, vou fazer a mala básica e sair de férias. Destino: norte argentino. Um caloooooooor! Na volta, pode ser que eu me anime e escreva também sobre a capital portenha. Sim, há trocentas informações sobre ela, mas eu pretendo relatar o meu jeito de visitá-la. Quer um exemplo? É assim:

FOTO MB: CONGRESSO

Enquanto meu marido comia facturas eu procurava uma lavanderia self-service. Recebi a indicação de uma na calle Solis. Entrei, sorri e perguntei em bom portunhol - estávamos em 2005 e eu não conhecia o Sol Miró -, se eu poderia lavar a minha roupa. Uma senhora de fala amarga disse NÃO. Só ela poderia lavar e passar a minha roupa. Agradeci, mas quando me dirigia para a porta fui interrompida pelo solícito marido dela. Claro, ele não havia entendido nada... Antes de conseguir explicar alguma coisa para ele, a tal senhora, com os braços em  riste, dizia algo do tipo esses turistas brasileiros só querem encher o saco! Sorri, agradeci ao senhor e saí em busca de uma outra lavanderia. Quase 3 quadras depois encontrei um lavadero self-service, com placa que dizia lavado, planchado e perfumado. Foi onde, finalmente, lavei as roupas. Uma pechincha de $7,00 para lavar e secar duas máquinas de roupa (no hotel, uma bermuda custava $6,50). Voltei lá na semana seguinte.

FOTO MB: Callao

Enquanto eu esperava a roupa, resolvi caminhar pelas redondezas. Passei por diversas lojas comerciais: santerias, ferrerias cerrajerias,carniceria, librerias, sedanias, peluquerias e locutórios. Lembrei que precisava de agulha e linha verde. Perguntei onde poderia fazer isso e a resposta foi “en la merceria a izquierda”. Pensei comigo mesma: para onde diabos esse senhor está me mandando ir? Veja, eu acabara de ser expulsa de uma lavanderia... Mas fui, e na rua seguinte (Callao) encontrei um armarinho, melhor dizendo, encontrei la merceria. Era o paraíso das agujas y líneas verdes (diz-se berde). Ufa! Voltei ao hotel com roupa lavada, agulha e linha. A essa altura eu tinha caminhando por todo o bairro de Montserrat.

10.1.10

RECANTOS DE CHARME PARA DIAS MAIS OU MENOS

Café do Paço (da Liberdade) e Café do MON

Se o dia está meio barro meio tijolo... vá ao Museu. A exposição de Vick Muniz está no MON até fevereiro (quase tal e qual como exposta no MASP) e os azulejos portugueses também. Encerre a visitação no Café. Com paredes de vidro, o espaço ao lado da bilheteria permite observar o bosque no final de tarde. É, no mínimo, agradável.

FOTO MB: Minha ida ao centro da cidade inclui uma passadinha no oásis de quietude e requinte que é o Café do Paço (da Liberdade).


FOTO MB: Passe antes na biblioteca, que fica no mesmo andar, escolha um livro e rume para o Café. Aproveite para dar uma olhadinha na programação do cinema ou ir ao último andar visitar a exposição da vez. Atualmente, a arte de Arnaldo Antunes preenche as paredes de palavras e idéias que produzem, no mínimo, momentos de diversão. Vale conferir.

Ha, ha, ha, QUE VIDA À TOA!


FOTOS MB: Gente, embarquei na jardineira e me diverti um monte. Por R$ 20,00 é possível passear pela cidade de Curitiba inteirinha, margeando os pontos turísticos, com vento na cara e acenando para o público (aliás, é o público que acena pra gente). Quando a sede aperta, olha aí o jeitinho dos vendedores ambulantes (?) para vender água no Jardim Botânico e na Ópera de Arame.

5.7.09

PAÇO DA LIBERDADE: o mais novo ponto turístico da cidade de Curitiba


Foto: Margareth Bastos
Desde abril Curitiba tem mais um ponto de visitação e, digo eu, de admiração: o Paço da Liberdade. Após restauração, o prédio que abrigou a Prefeitura da Cidade e o Museu Paranaense renasceu soberano na região central. O livro que reúne fragmentos da história do Paço está disponível na livraria que, junto da biblioteca, do café cultural e musical, da sala de cinema e da sala de exposições, esbanja a beleza do local.

4.7.09

Ô MEU, DOMINGO SEM DESCANSO EM SAMPA!

FOTO MB: detalhe da entrada do Mosteiro de São Bento




Como moeda tem dois lados, depois da movimentação da 25 de Março é fundamental caminhar pela Oscar Freire. Foi o que fiz no domingo bem cedinho, com as lojas fechadas para evitar a tentação.


FOTO MB:  Santo Grão Café - xícara de chocolate suíço por R$10,00 (para aquecer)

É difícil imaginar que a Oscar, oitava rua de comércio mais luxuoso do mundo (segundo o Mistery Shopping Internacional, que estuda a relação entre cliente e mercado em 5 continentes), está há 8 estações de metrô da rua de comércio mais popular paulistano. Adorei!

FOTO MB: Placa na Rua com o mapa das lojas

Próximo das 10 da manhã, rume para o Mosteiro de São Bento: missa com canto gregoriano e, ao final, fila para comprar os bolos e biscoitos preparados pelos monges. Lembrei do Rio, o Mosteiro lá é lindo, lindo, lindo! 
Antes da missa, aproveite para passear pelo Viaduto Santa Efigêngia (que liga o Mosteiro à igreja da Santa) e ter uma visão do alto, embora parcial, do Vale do Anhangabaú. Ao longe, verás o Viaduto do Chá.

FOTO MB: trolebus no Anhangabaú (R$ 2,10)

Após a missa, caminhe sem pressa pela região. Vai encontrar com vários grupos de turista e ter a sensação de não estar só no centro da cidade. Siga pela Av. São João, admire o Edifício Banespa (Banespão para os paulistanos), o Martinelli (o primeiro arranha-céu da América latina, de 25 andares e 100 m de altura, construído em 1930 e que ocupa um quarteirão inteiro entre as ruas São Bento, Libero Badaró e Av. São João).

FOTO MB: Banespa e Martinelli - visto da Av. São João

É pela Líbero Badaró que se chega ao Viaduto do Chá (é a rua lateral da Prefeitura da Cidade, agora sediada no antigo prédio "Banespinho"). Do outro lado, o Teatro Municipal é único. Se no Teatro tiver algum evento diurno do projeto Catraca Livre, aproveite. Caso contrário, vá visitar o Museu do Ipiranga, digo Museu Paulista da USP.

Foto-arte do Viaduto do Chá - Margareth Bastos

Para isso, volte ao metrô e siga pela linha verde até a estação Alto do Ipiranga (última estação). Ela é fantástica: 4 andares! Bom, voltemos ao Museu. Desça na Alto Ipiranga e tome o trolebus Gentil Moraes até o Parque Independência. Visite o Museu por mim, já que no dia 28 de junho a USP estava em greve e frustrou meu passeio.

Antes de voltar para casa, de alma lavada, dê uma passadinha no MASP. Claaaaro! Último dia para ver ARTE NA FRANÇA 1860-1960 - O REALISMO, matei a vontade de rever “as menininhas”, digo Rosa e Azul, de Renoir, um dos meus prediletos. Lá está (va) também a mega-super-interessante exposição de VIK MUNIZ (até 12 de julho). Como era domingo, o vão do Museu abrigava a feira de antiguidades. Então, sobrou a esquina da Paulista para os fãs prestarem homenagem ao Michel.

FOTO MB: Detalhe vitral do Mercado Municipal


Bem, faltou a OCA; o Ibirapuera; a ponte estaiada; o Copan - Av. Ipiranga, 200; o Memorial da América Latina; o Pateo do Collegio; Vila Madalena etc. Convenhamos, não dá para revitalizar 20 anos em 2 dias. Fica pra próxima!

2.7.09

SÃO PAULO SEM ENGARRAFAMENTO: É SÁBADO!

Depois do café continental (incluído na diária promocional de fim de semana + check-out tardio após árdua negociação durante o processo de reserva do hotel), foi possível visitar muitos pontos de interesse da cidade seguindo as estações da Linha Azul do Metrô. Primeiramente, a Cadetral Metropolitana da Praça da Sé (estação Sé).

 Visão da Sé ainda na estação do metro.

Segundo a Arquediocese de São Paulo, a Catedral da Sé é um dos cinco maiores templos góticos do mundo. A Catedral de hoje começou a ser construída em 1913 (a primeira igreja, de taipa, data de 1591) e foi inaugurada em 1954, sem as torres principais. Em 1999 o prédio foi interditado para restauro e manutenção. Até 2002, quando reabriu suas portas, foram construídas 14 belíssimas torres laterais que constavam no projeto original, bem como foram restaurados todo o prédio, os vitrais, as obras de arte, as portas, a iluminação e o carrilhão de sinos.
visão das novas torres a partir da lateral

A parada seguinte é na estação Luz. A partir dela se chega à Pinacoteca do Estado...

Blue jeans, de João Loureiro, nos observa na entrada

à Estação da Luz e o seu Museu da Língua Portuguesa quem passa, para e toca: Projeto Toque-me, sou teu http://www.pianosderua.com.br/
à Estação Pinacoteca – antigo prédio do DEOPS, onde funciona o Memorial da Resistência. No brevíssimo trajeto a pé da Estação da Luz até o Memorial é possível avistar a Escola de Música Tom Jobim. Ao longe, vê-se a antiga Rodoviária e, ainda mais longe, a Estação Júlio Prestes, com a Sala São Paulo. Se o turismo social é o seu forte, bingo! Continue andando e você estará na região da Cracolândia. Por outro lado, literalmente, você estará na entrada do Bom Retiro, mas deve resistir ao comércio de roupas e moda, já que não há intenção de compras nesse tipo de viagem. Nem na Oscar Freire! essa é a ladeira, na saída da estação.
Retorne à estação Luz do Metrô e parta para a estação São Bento – saída ladeira de Porto Geral, para cruzar a multidão da Rua 25 de Março e alcançar seu objetivo: sanduíche de mortadela + pastel de camarão + bolinho de bacalhau, no Mercadão Municipal. Fique atento, pois todo último domingo do mês o Mercado fecha para a manutenção.

nem só de mortadela vive o paulistano! As cores e os aromas do Mercado... hummmmmmmm
Comida no papinho, pé no caminho! (isso é mais velho que minha avó...) Nova caminhadinha até a estação São Bento para, então, seguir até a Liberdade (na estação de mesmo nome) e vasculhar as lojinhas “de tudo um pouco”. Eu, por exemplo, saí de lá com uma lanterna que (ainda) não tenho onde pendurar.
o caminho do Imperador

FOTOS MB