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23.1.18

DA BAIXA À PRAÇA DO COMÉRCIO: caminhar é preciso, viver não é preciso


Na manhã de frio ameno, saí com um destino certo. Mas, como de hábito, fui me “perdendo” pelo caminho, direcionada pela curiosidade. Assim, o reconhecimento da vizinhança de onde eu estava hospedada rendeu ótimas descobertas. Eu estava na Baixa, na Praça dos Restauradores, com o seu obelisco da libertação de Portugal do domínio espanhol, e a poucos passos da Avenida da Liberdade, com suas lojas de grandes marcas internacionais. Dobrei a rua do hotel e me deparei com o Elevador da Glória, que faz a ligação entre a Praça e o Bairro Alto, numa viagem de uns 250m para cima e para baixo. Resisti ao “bondinho” e desci o pequeno trecho da ladeira à pé para alcançar a Avenida da Liberdade. 


FOTO MB: LADEIRA DA GLÓRIA
Encontrei a bela fachada do Cine e Teatro Eden, ao lado do Palácio da Foz. Já estava aberto, e tratei de visitar a lojinha do museu, verificar a programação musical do início da noite e buscar informação impressa no Posto de Informações Turísticas. No início da noite retornei ao Palácio Foz para o concerto de música de câmara, na Sala dos Espelhos. Entrada gratuita para ouvir Beethoven e Mendelssohn.

No mesmo conjunto de prédios está o Museu do Desporto, que vale a visita, mesmo para quem não é admirador da bola, digo, pelota.
 
FOTO MB: PALÁCIO DA FOZ - AGUARDANDO O CONCERTO

Abandonei a ideia do metro e segui pela Liberdade até a Praça do Roccio, com sua estátua de Dom Pedro I, cercada pelo Teatro Nacional D. Maria II e a loja da Ginjinha, onde comprei uma garrafa dessa açucarada e admirada bebida. Segui para a Igreja de São Domingos, na Praça da Figueira, de onde se vê as muralhas do Castelo de São Jorge. Construída no século XIII, a igreja/mosteiro tem as marcas do terremoto de 1755 e do incêndio de 1959. Belíssima, ainda que reconstruída várias vezes. Do outro lado da Praça, na direção do elevador de Santa Justa (São Domingos é a Paróquia Santa Justa – padroeira de Sevilha e dos artesãos de cerâmica) está o Museu Arqueológico do Carmo e os seus arcos góticos à céu aberto.
  

FOTOS MB: PRAÇA DA FIGUEIRA, DE ONDE SE VÊ O CASTELO DE SÃO JORGE
 

Nessa região é interessante observar o nome das ruas e viajar no tempo: da Prata, dos Correeiros, dos Douradores, dos Fanqueiros, dos Sapateiros... Os fanqueiros, por exemplo, eram os mercadores ou fabricantes de fancaria (tecido grosseiro branco e de algodão). Escolha a Rua Augusta e siga até o seu final, na Praça do Comércio, à beira do Tejo. Você verá o MUDE - Museu de Design e da Moda, lojas de artesanato e o Arco da Augusta.


FOTO MB: O ARCO VISTO DA PRAÇA DO COMÉRCIO | O TEJO VISTO DO ARCO DA AUGUSTA