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30.1.18

MANHATTAN, AGAIN!

Assim que recebi o save the date para o casamento na Brotherhood America's Oldest Winery comecei a organizar a viagem para NY. Em 2013 havia caminhado por Manhattan, de norte a sul, a pé ou de metro, e me hospedei em Astoria | Queens. Era final de novembro e o frio estava próximo. Quatro anos depois, na primavera, a programação seria outra: hospedagem dividida entre Manhattan, Brooklyn e New Jersey | Harriman (para o casamento propriamente dito). Foi mais ou menos assim:


FOTO MB: O MAIOR TERMINAL METROVIÁRIO DO MUNDO VALE A VISITA
FOTO MB: OS LUSTRES DA GRAND CENTRAL DÃO BOAS VINDAS 

A escolha dos hotéis

Em Manhattan, me hospedei no Pod 39 (145 E 39th St), já que a intenção não era desfrutar do hotel e sim das ruas, teatros e museus da região. Como deixa claro no nome, o quarto do Pod é uma ervilha de tão pequeno. Mas, a localização, os serviços e o rooftop compensam "o aperto". O Pod 39 está a uma quadra da Park Avenue, na altura da Grand Central Station, duas quadras até a Lexington e três até 5th Avenue. Para chegar lá pensei no ônibus NYC Airporter, que sai do JFK e faz parada na Grand Central, mas acabei indo de van: mais rápido e pouco mais caro, o que se justifica com o conforto de desembarcar na porta do hotel. No Brooklyn a opção foi o Even, um hotel de conceito sustentável, de ótima relação custo x benefício, praticamente dentro de uma estação de metro (Nevins), acessível ao DUMBO e próximo da Brooklyn Bridge. Perfeito!

FOTO MB: NO BROOKLYN, À CAMINHO DO DUMBO.

Roteiro cool permeado de “turistices”

No meu roteiro estava norteado pelos museus. Encabeçava a lista o Smithsonian Design (2E 91St entre a 5th e a Madson), mas lá não cheguei. Não deu tempo, gente! Mas tenho perdão: retornei no Guggenhein e visitei outros. O MET (1000, 5fth Ave com E 82nd St), o MoMa e o Museu de Arte e Design na Columbus Circle. O de História Natural ainda não me motiva e ficará para depois também.

FOTO MB: ESSA "SOMBRA" ARTICULADA COMPRADA NA LOJINHA DO MoMa RENDEU UMA ANIMAÇÃO ACADÊMICA PARA A MINHA GRADUAÇÃO NA UTFPR :)

Em NY não há como deixar de rever os pontos tradicionais, tais como o Central Park. Dessa vez comecei pelo Harlem, na entrada do lado west, passei pelo Reservatório, pelo Belvedere Castle e pelo Shakespeare Garden, para alcançar a rua na altura do Museu de História Natural.  Estava indo em direção à Broadway.


FOTO MB: A PARTE UPPER WEST SIDE / NORTH DO CENTRAL PARK É A MAIS TRANQUILA 


FOTO MB: CAMINHAR PELO CENTRAL PARK TEM REGRAS. O SENTIDO DA CORRIDA OU CAMINHADA É ANTI-HORÁRIO. UMA PISTA PARA VEÍCULOS DE MANUTENÇÃO, OUTRA PARA BICICLETAS E A TERCEIRA PARA PEDESTRE. NÃO SE ATREVA ERRAR DE PISTA!


FOTO MB: A CAMINHADA DO HARLEM ATÉ O TEATRO MERECEU ALGUNS MINUTOS DE DESCANSO NO COLUMBUS CIRCLE | HORA DO ALMOÇO NA BOUCHON BAKERY, DO THOMAS KELLER, DO REQUINTADO THE SHOP. SEMPRE FAÇO ESSA FOTO.

Passei no Rockefeller Center, no Battery Park e na Time Square. Ampliei o circuito turístico e fui ver a conclusão do Ground Zero. Tinha que ver, né? É lá o shopping do Santiago Calatrava, da qual sou admiradora desde que visitei o Museu do Amanhã (Rio de Janeiro). Um arraso, o tal do Westefield Word Trade Center.


FOTO MB: FREEDOM TOWER
FOTO MB: MEMORIAL

FOTO MB: ENTRADA DO WESTFIELD WORLD TRADE CENTER ( O INTERIOR É DE CAIR O QUEIXO) QUE DÁ ACESSO AO METRO. O PÁTIO DOS FUNDOS É PRATICAMENTE UM SKATE PARK E NOS FINAIS DE SEMANA ABRIGA UMA FEIRA DE ORGÂNICOS
FOTO MARIA CLARA BASTOS: ROCKEFELLER CENTER | 48th St entre 5th e 6th Avenue. NO INVERNO O LUGAR DAS MESAS SE TRANSFORMA NO RINQUE DE PATINAÇÃO MAIS FAMOSO DA CIDADE | A BAILARINA - Seated Ballerina“ - DE JEFF KOONS OCUPAVA O LUGAR DA ÁRVORE DE NATAL E ALERTAVA SOBRE O MÊS NACIONAL DAS CRIANÇAS DESAPARECIDAS


FOTO MB: BATTERY PARK | Peter Minuit Plaza. AQUI OS DESTAQUES FORAM DOIS. O PRIMEIRO DELES É O SEAGLASS - O CARROSSEL QUE REPRODUZ UM AQUÁRIO, OU SEJA, VOCÊ SENTA EM PEIXINHOS FOSFORESCENTES QUE RODOPIAM, SOBEM E DESCEM COM MÚSICA E LUZES. SÃO POUCOS MINUTOS DE INFÂNCIA QUE ENCANTA QUALQUER MARMANJO! É MUITO MAIS DIVERTIDO DO QUE SE PODE IMAGINAR


PRINT DE TELA DO VÍDEO DE MB: BATTERY PARK | SEAGLASS 

FOTO MARIA CLARA BASTOS: O SEGUNDO DESTAQUE FICOU POR CONTA DA INESPERADA APROXIMAÇÃO DE UM ESQUILO QUE A-D-O-R-A AMENDOIM. CLARO QUE NÃO DÁ PARA DESPREZAR A VISTA DA BAÍA DE NY COM A ESTÁTUA DA LIBERDADE AO FUNDO, O MEMORIAL DA MARINHA MERCANTE E A VISITA AO CASTLE CLINTON PARA COMPRAR OS INGRESSOS DA ESTÁTUA DA LIBERDADE

Ah, as lojas! 
Difícil caminhar pela cidade e ignorá-las totalmente. Convenhamos, olhar não custa nada, certo? Então, no trajeto do meu roteiro cool, eu visitava uma ou outra. Meu modesto interesse era pela Eataly, que estava mais acessível, pois eu estava longe de São Paulo. Confesso que a proximidade do nascimento do meu primeiro sobrinho neto me fez visitar as lojas infantis. Resumo da ópera, visitei muitas lojas no caminho para o MoMa. Só na 5th Avenue, tem-se a Sacks, praticamente em frente ao Rockfeller Center; a Tiffany no nº 727; o cubo da Apple, no 767; Bloomingdale's; Nordstrom; Macy’s; Sephora; HM; a Century 21, perto do Lincoln Center. Meu ponto fraco mesmo é uma daquelas farmácias que vendem de tudo: gasto horas na CVS, na Duane Reade e na Walgreens. O bom é que a maioria delas funciona 24hs e tem uma em cada quarteirão daquela cidade!

Voltando ao roteiro cool, o Lincoln Center não pode ser esquecido. Vale até mesmo só caminhar pelo belo complexo que abriga a Metropolitan Opera, o New York City Ballet, a New York Philarmonic, a Julliard School, entre tantos outros projetos. Ah, visitar o American Folk Art Museum. O museu é interessante, tem entrada “paga quem quer e o quanto quiser” e sua lojinha é uma graça. Sim, sou rato de lojinha de museu. Uma feira de produtos orgânicos montada na praça também é bom de visitar para fazer um bom lanche natural em uma de suas barraquinhas.
  
FOTO MB: AO REDOR DO LINCOLN CENTER

Finalmente fui à Broadway assistir Wicked, no Gershwin Theatre da 222 West 51st Street, com ingressos comprados com antecedência pelo Broadway.comMusical encantador!


FOTO MB: OLHA ESSE DRAGÃO, GENTE! TEATRO LOTADO, CLARO. A ENTRADA DO TEATRO É UM VERDADEIRO BARATA VOA E O INTERVALO É TÃO PEQUENO QUE NÃO DÁ TEMPO PARA NADA.  CHEGUE CEDO

A outra meta dessa viagem era esmiuçar Midtown West e conhecer o High Line Park, combinado com o Chelsea Market. O Hell’s Kitchen ficou para próxima, mas no Garment District encarei até a Carlo’s Bakery, no circuito entre a Times Square, a Penn Station e o terminal de ônibus Port Authority. Aff!


FOTO MB: O LOBSTER PLACE É IMPERDÍVEL. A SOPA DE LAGOSTA É RECONFORTANTE E A DESCONTRAÇÃO DO LUGAR TRADUZ O ESPÍRITO DO CHELSEA MARKET.

FOTO MB: NO CAMINHO DO HIGH LINE
FOTO MB: O HIGH LINE PAIRA ACIMA DO NÍVEL DA RUA QUE CONTORNA O MEATPACKING DISTRICT E CORTA OS EDIFÍCIOS DO CAMINHO. ALIÁS, CAMINHO COM BANCOS CONFORTÁVEIS, MIRANTE E STANDS DE COMIDA. 
FOTO MB: O JARDIM SUSPENSO NO TRILHO DO TREM ESTÁ SEMPRE CHEIO DE GENTE. TEM ARTE, ARQUITETURA, FLOR EXÓTICA E  INSTALAÇÃO SENSORIAL PARA SEREM VISTAS, NO MEU CASO, MESMO COM A GAROA QUE INSISTIA EM CAIR...
FOTO MB: DO HIGH LINE É POSSÍVEL QUASE TOCAR AS CURVAS DO ZAHA HADID BUILDING | 520 West 28th| QUE TEM 3DIMAX PRIVADO E MANOBRISTA ROBOTIZADO, ALÉM DE OBSERVAR VÁRIAS INTERVENÇÕES URBANAS


FOTO MB: PRÓXIMO DA TIMES SQUARE TEM O MADAME TUSSAUDS COLADO NO RIPLE'YS BELIEVE IT OR NOT REPLETO DE COISAS INUSITADAS E INACREDITÁVEIS. TEM O MUSEU HOUDINI LÁ PARA OS LADOS DO TRADICIONAL HOTEL PENNSYLVANIA. PARA ISSO BASTA SEGUIR PELA 7th AVE COM UMA PEQUENO DESVIO NA W42nd ST


OUTRAS POSTAGENS SOBRE NY

UM DIA DEDICADO AO SUL DE MANHATTAN






15.2.14

OAKLAND – O BAIRRO DO PASSEIO TURÍSTICO NUMA CIDADE UNIVERSITÁRIA

Visitar campus de Universidades não cabe em um roteiro turístico, certo? Errado, se você estiver em Pittsburgh, na Pensilvânia. De fato, não há muita chance disso ser um hábito de viagem, mas Pitt é diferente. São vários prédios históricos, praças, igrejas, museus e teatro, fazendo com que caminhar por essa região universitária seja, de fato, um passeio turístico.

FOTO MB: SELFIE NO PORTAL

Antes de detalhar por onde andei, quero comentar sobre como cheguei lá. Parti de Squirrel Hill no ônibus 61A (poderia ter sido o 61B, 61C ou o 61D), que chegou pontualmente às 9:53h, ou seja, nem 1 segundo de diferença do apontado no aplicativo Transit. A passagem me custou US$ 2,75, daquele jeito que a gente conhece: coloca-se a quantia exata no caixa, seja em notas ou moedas, porque não há possibilidade de troco (alguns motoristas reclamam se for colocado dinheiro além da conta); paga-se na subida ou na descida (conforme orientação do motorista); estudantes não pagam, basta apresentar a carteira da universidade. Ah, não posso deixar de mencionar a paradinha do ônibus. Sabe cavalo que dobra o joelho para a montaria descer? Pois então, a suspensão dos ônibus faz o mesmo. Quando parado no ponto, ele dá uma caidinha pra direita, o suficiente para manter cerca de 10 cm entre o degrau e a calçada, e você alcança o chão sem o menor esforço. É ou não um bom lugar para se aposentar? Mas vamos ao tour propriamente dito.

FOTO MB: O CENTRO DE TUDO É O PRÉDIO DA CATHEDRAL OF LEARNING 

Imponente, a Cathedral of Learning é um prédio gótico de 42 andares que abriga a Escola Dietrich de Artes e Ciências, o Honors University College, além de estúdio de cinema, praça de alimentação, salas de estudos, escritórios e laboratórios de informática e de línguas. Para quem está lá a passeio, dá para imaginar a possibilidade de encontrar com o Harry Potter em algum momento. Foi perto de lá que desembarquei do 61A, na Fifth Av com North Bellefield Av, e onde deveria estar de volta às 16:00h para finalmente visitar Downtown.

FOTO MB: BRAGGIE DE OUTREM NA PRAÇA DA CATEDRAL CAMINHAR COM UM LINDO CÃO POR ALI, NO FINAL DA TARDE, É PURO LUXO E DE MATAR DE INVEJA!

FOTO MB: O INÍCIO DA CAMINHADA

FOTO MB: SOLDIERS AND SAILORS MEMORIAL

A primeira edificação que chama atenção é o Memorial. Foi concebido em 1890 para honrar os veteranos da Guerra Civil americana. Está afastado da rua [Fifth Avenue] por um extenso gramado pontilhado por canhões e outros instrumentos de guerra. Além do museu, o edifício abriga um auditório de 2.500 lugares, uma sala de banquetes e salas de reuniões.


FOTO MB: BELLEFIELD - IGREJA PRESBITERIANA

Seguindo pela mesma avenida vê-se o prédio da terceira igreja plesbiteriana, construído em 1851, que tem cúpula de quase 80 metros e quatro arcos gigantes. Nas laterais, vitrais retratam passagens da Bíblia. Vale lembrar que o principal grupo formador da igreja presbiteriana nos Estados Unidos foram os escoceses-irlandeses, durante o século XVIII. No oeste da Pensilvânia eles fundaram a cidade de Pittsburgh, que por muitos anos foi considerada a cidade mais presbiteriana dos Estados Unidos.

FOTO MB: LATERAL DO MUSEU DE ARTE CONTEMPORÂNEA

O Carnegie Museum of Art oferece uma diferente coleção de arte contemporânea que inclui obras de cinema e vídeo, além de arte norte-americana do seculo XIX, pinturas impressionistas francesas e artes decorativas do final do seculo XVII até agora. 

FOTO MB

FOTO MB: PROGRAMAÇÃO MUSICAL DURANTE TODO O ANO

FOTO MB: A PLACA NÃO SAIU NA FOTO, MAS ESCLARECE QUE ESTA É UMA RESIDÊNCIA PARTICULAR

Para não esquecer que estamos em um campus, durante a caminhada encontramos evidências do ambiente universitário: os três prédios do Litchfield Towers - neste dormitório estão alojados 1800 estudantes, na maioria americanos; na praça, a pantera avisa que o território é da Universidade de Pittsburgh e as barraquinhas vendem lembranças dos times universitários; várias árvores servem de quadro de avisos (quando sem os papéis grampeados, mais se parece com uma obra de arte).

FOTO MB


FOTO MB: LITCHFIELD TOWERS


FOTO MB: FEIRA DE LIVROS USADOS


FOTO MB: O BOM HUMOR DOS UNIVERSITÁRIOS DEIXAM MARCAS PELAS RUAS DO DISTRITO HISTÓRICO DE SCHENLEY FARMS 


FOTO MB: O VAI E VEM DO FINAL DA TARDE NA FORBES AVENUE


FOTO MB: AS LADEIRAS DA CIDADE


FOTO MB: A CATHEDRAL SAINT PAUL REFLETIDA NA FACHADA ESPELHADA DA MELLON UNIVERSITY


FOTO MB: HOSPITAL UNIVERSITÁRIO E ESTÁDIO VISTO DA O'HARA STREET


FOTO MB: AS ESCOLAS DE ENGENHARIA

Mais alguns passos e já está na hora de voltar ao ponto de encontro e seguir para o centro. Não sem antes conhecer o Museu de Arte e História Natural, é claro. A foto com o dino é uma instituição e só foi possível pela gentileza de uma senhora, que se ofereceu para registrar minha pose! 


Thanks, my dear friend!


FOTO MB: JÁ IA ESQUECENDO DA PANTERA...

27.1.14

SQUIRREL HILL: A PRIMEIRA IMPRESSÃO É A QUE FICA

Saí de Pitt dizendo que me aposentaria e mudaria pra lá. Também pudera, eu me hospedei em Squirrel Hill, um bairro residencial de muitos estudantes universitários, distante apenas 4 km do centro e que desde a sua ocupação inicial não passou por abandono. Ele mantém lindas casas de tijolinhos vermelhos, ruas arborizadas, mercearias à moda antiga, restaurantes étnicos, delicatessens, casas de chá, cafeterias, comércio descolado e um cinema. O paraíso para alguém que como eu só andaria a pé pelas redondezas e se comunicaria em portspanglish

FOTO MB: PASSEANDO POR SQUIRREL HILL

Como um hábito de viagem, comecei indo ao mercado para me familiarizar com a vizinhança e abastecer a geladeira da maneira mais americana possível. Deu certo. Foi atividade para boa parte do dia, já que anoitecia por volta das cinco e eu gastei horas no Giant Eagle esmiuçando as prateleiras, observando diferentes frutas e vegetais, além de papear com o tímido atendente de caixa que havia iniciado um curso de espanhol. 




FOTO MB: Foi lá que, pela primeira vez, usei o cartão de vantagens. O tal código de barras é quase uma instituição que o americano coleciona no chaveiro e permite obter descontos ou preço diferenciado para produtos assim etiquetados. Funciona que é uma beleza e a variedade de produtos é grande. É simples assim: você não precisa juntar pontos, basta apresentar o cartão no final da compra. Aliás, levei uma bronca no caixa da farmácia Rite Aid porque não tinha um deles – Como assim, não tens cartão? Não vou poder lhe dar desconto? Obedientemente forneci o número de telefone, recebi o cartão e, finalmente, o sorriso da atendente ao diminuir o valor da compra!

FOTO MB: AS RUAS NÃO SÃO PLANAS, MAS SÃO MUITO AGRADÁVEIS

Duas avenidas concentram as atividades comerciais do bairro: Forbes e Murray. E foi prá lá que eu fui depois de conhecer um pedacinho do Schenley Park e a Artist & Craftsman Supply da Hobart Street. Nem preciso dizer que me senti em casa, já que sou obcecada por caixa, papel, pincel, tinta, lápis...

FOTO MB: OS ÔNIBUS FAZEM TORCIDA PARA OS TIMES - CADA LINHA INCENTIVA UM DELES - E, ALÉM DE CARREGAR A BICICLETA DO PASSAGEIRO CANSADO DE PEDALAR, OFERECEM AQUECIMENTO


É na Murray Av que está a Jerry's Records, conhecida como a melhor e a mais barata coleção de vinil dos EUA. Tem também o Gullifty's Restaurant, criador do Lip Smackin Barbecue Sauce, indicado pelo chef Emeril Green como o melhor de todos os molhos BBQ. As fachadas das lojas podem não ser muito atraentes, mas a variedade do comércio impressiona. Na Forbes isso muda um pouquinho. Fui atraída pela cozinha do Bangkok Balcony, pelos acessórios da Biketek, pela variedade de chás da Tea Pittsburgh e, principalmente, pelas peças feitas à mão por artesãos de vários países na Ten Thousand Villages. O Projeto deles pode ser visto aqui e vale conhecer.

Da curta caminhada pelo Schenley Park ficou a melhor das impressões de um espaço público. A grande área verde de 5 km quadrados, criada em 1889 com o terreno doado pela herdeira Mary Schenley, oferece trilhas, bosque, campo de golfe, lago, centro de visitantes, piscina e muita beleza natural. Só ele permitiria atividade para um dia inteiro.

FOTO MB: COMO VARRER TODA A ÁREA DO SCHENLEY PARK DEVE SER IMPOSSÍVEL, UM CARRINHO SOPRA AS FOLHAS PARA A BEIRADA DOS CANTEIROS

FOTO MB: ENCONTRE UM BANQUINHO E APRECIE A FAUNA NO SCHENLEY PARK

Mas muita coisa ainda precisava ser feita. Da colina do Schenley é possível ver o contorno da "cidade universitária" e isso foi o suficiente para aguçar a curiosidade. O dia seguinte foi dedicado a isso. E, pasmem, só lá, com a calma de quem quer se aposentar na cidade, andar a pé e falar portspanglish, também teve atividade para o dia inteirinho!