Tudo sobre Inhotim está disponível no site oficial e a minha experiência, baseada nas informações disponíveis, foi a mais positiva possível. O ônibus da Belvitur parte de BH às 8 horas da manhã, em tempo hábil de chegar no Museu na primeira hora de visitação.
Os ingressos podem ser comprados com antecedência. Vale ressaltar que toda quarta-feira e último domingo do mês a entrada é gratuita. Se for conveniente, eu sugiro evitar esses dias, pois a quantidade de pessoas torna a visitação mais demorada e acaba por estender a visitação por mais dias.
O caminho inicial só aumenta a expectativa. Você terá acesso a 23 galerias de arte que estão distribuídas nos 140 hectares além das obras a céu aberto. Fiz a visita em dois dias, utilizando o transporte interno (carrinhos elétricos) e, ainda assim não visitei todas as galerias. A partir do mapa virtual é possível roteirizar a visita, visualizando as galerias e os pontos de interesse antes de iniciar a caminhada pelo Museu.
Foto: Margareth Bastos
A natureza é exuberante. Para percorrer uma área tão extensa a melhor solução é contratar o transporte interno realizado por carros elétricos, que percorrem rotas determinadas e têm pontos fixos de embarque e desembarque. Dependendo do dia e do roteiro escolhido há espera nos pontos. Não demora muito mas é uma espera.
Foto: Margareth Bastos
No Inhotim também há educadores que oferecem visitas guiadas gratuitas por galerias, jardins e obras externas. Os grupos partem de pontos específicos e é só chegar no horário combinado, esperar a formação do grupo de interessados e desfrutar dos comentários sobre arte e botânica.
Foto: Margareth Bastos
A CÉU ABERTO
Invenção da cor; Penetrável Magic Square | Hélio Oiticica Foto: Margareth Bastos
A imponência do tamboril centenário sombreando um dos bancos criados pelo artista Hugo França a partir de troncos de árvores caídas.
Foto: Margareth Bastos
As esculturas de John Ahearn e Rigoberto Torres, na Galeria Parque, retrata o cortejo religioso com os grupos de Congado e Moçambique ("Abre a Porta") e "Rodoviária de Brumadinho" retratam o cotidiano dos moradores da região.
Foto: Margareth Bastos
"Troca Troca", de Jarbas Lopes, é composta por 3 fuscas - 1 amarelo, 1 vermelho e 1 azul -, que foram usados por 3 amigos em uma viagem do Rio de Janeiro a Curitiba, no ano de 2002. Ao fim da viagem, as latarias dos carros foram mescladas para que cada carro guardasse o registro da viagem dos 3 amigos.
Foto: Margareth Bastos
Piscina (2009), de Jorge Macchi, é a transposição para o
espaço tridimensional de uma das aquarelas do artista. Lembra uma agenda
telefônica, com índice alfabético nos degraus da escada, dentro d’água. É
permitido interagir com a obra. Ou seja, em dia de calor é possível se
refrescar. Um luxo.
Foto: Margareth Bastos
Há dez pontos de alimentação no Inhotim, sendo 2 restaurantes. O Café das Flores, por exemplo, que está próximo da Recepção e da
Loja Design, oferece lanches artesanais. O restaurante Oiticica oferece buffet self-service de comida contemporânea.
Foto: Margareth Bastos
No Jardim dos Sentidos há cerca de 70 espécies de plantas nativas e exóticas, distribuídas em canteiros organizados por categorias. São elas: medicinais, aromáticas e tóxicas.
Foto: Margareth Bastos
"Beam Drop", de Chris Burden foi criada a partir da queda livre de vigas de metal içadas por um guindaste e soltas em uma
piscina de concreto fresco. Para o artista, a obra congela o instante de impacto no tempo e
espaço.
Foto: Margareth Bastos
AS GALERIAS: ARQUITETURA COMO ARTE
O Pavilhão Sônico abriga a obra de Doug Aitken e pode ser visto à distância. A construção de aço e vidro protege um poço de 220m de profundidade (imagine um prédio de mais de 50 andares) que, por estar microfonado, capta os sons da Terra. O Pavilhão permite uma visão de 360° do parque.
Foto: Margareth Bastos
Rodrigo Cerviño projetou o “edifício cego”, que abriga as obras de Adriana Varejão: uma grande
caixa de concreto suspensa sobre um espelho d’água.
Foto: Margareth Bastos
"Celacanto provoca maremoto", de Adriana Varejão, tem como referência a azulejaria barroca portuguesa. São 4 paredes com quase 200 azulejões, do chão ao teto. Eu, uma apaixonada por esses azulejos, escolhi essa sala como sendo a minha predileta de toda a Galeria.
Foto: Margareth Bastos
Foto: Margareth Bastos
Galeria Lygia Pape
Foto: Margareth Bastos
Ttéia 1C. Essa instalação permanente usa fios
dourados que remetem a teias de aranha. A luz que incide sobre os fios faz com que eles desapareçam e reapareçam, dando a impressão de movimento e transforma a percepção do expectador conforme ele se move pelo ambiente.
Foto: Margareth Bastos
A obra "Sem título", de Robert Irwin, está
localizada no ponto mais alto da área de visitação de Inhotim. De lá é possível observar a Serra da Moeda e a
área urbana de Brumadinho, onde o Museu está localizado.
Foto: Margareth Bastos
Foto: Margareth Bastos
Isso é tudo que há para ver em Inhotim? Não, não é. Vi muito mais e ainda havia mais para ser visto. Não existe uma rota pré-estabelecida. Você escolhe para onde olhar, por onde seguir, ir e vir, sentar, admirar e, com certeza, concluir que voltará muitas outras vezes.
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