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16.1.26

O LADO LESTE DA ILHA DO MEL: BATE E VOLTA A PARTIR DE PONTAL DO SUL

Na Ilha do Mel a palavra de ordem é preservação. Localizada no litoral do Paraná, distante cerca de 150km da capital, a Ilha é uma Unidade de Conservação, formada por um Parque Estadual e uma Estação Ecológica, que garantem a preservação de um área de Mata Atlântica, restingas e manguezais.  

Não há ruas e carros na Ilha. Lá se chega por mar, a partir de Pontal do Sul (trajeto de 4km / 30 minutos) ou a partir de Paranaguá (20km / 90 minutos). 

Tombada pelo Patrimônio Histórico (1975), a Ilha tem 4 principais vilarejos: Nova Brasília, Encantadas, Fortaleza, Farol e Praia Grande. Em Nova Brasília e em Encantadas há trapiches para o desembarque.

Os principais pontos de visitação são: Farol das Conchas (1872); Fortaleza de Nossa Senhora dos Prazeres (1769); Gruta das Encantadas, ao sul da ilha; o Istmo, localizado em Nova Brasília, que é a parte mais estreita da ilha e que sofre um processo de erosão desde 1930.

A partir da Ilha é possível fazer o passeio 360º, que contorna a ilha pelo mar fazendo paradas estratégicas nos pontos de maior interesse de visitação, inclusive a Ponta Oeste (a região mais preservada da Ilha), a Baía dos Golfinhos, a Ilha das Peças e a Ilha das Palmas.

O TERMINAL DE EMBARQUE EM PONTAL DO SUL


As tarifas abaixo são de setembro de 2025.


O PAINEL DO TERMINAL INDICA O ROTEIRO


Pela barca da Abaline, de Pontal até Encantadas, são cerca de 30 minutos. 

O DESEMBARQUE NA VILA DAS ENCANTADAS


NA PRAINHA DE ENCANTADAS












NO CAMINHO DA GRUTA DAS ENCANTADAS

Da Gruta das Encantadas, seguindo a trilha do Mar de Fora, é possível alcançar o Mirante do Farol. Porém, significa uma caminhada de 10km. Você poderá passar pelo Mirante do Morro Sabão, pela Praia do Miguel, Ponta do Joaquim e Praia Grande. Para encurtar a caminhada até o Farol, e ter ânimo para subir os mais de 100 degraus do Farol, tomei um barco até o Trapiche Brasília.

O DESEMBARQUE NO TRAPICHE DE NOVA BRASÍLIA


A estrutura do centro de visitantes em Brasília é ampla, com banheiros e posto de informações turísticas.



HOSPEDAGENS POSSÍVEIS, IMPOSSÍVEIS, CONFORTÁVEIS E DE LUXO TUDO "JUNTO E MISTURADO"  


A região mais ao norte da ilha tem ótimas opções de hospedagem honesta. As mais notadamente luxuosas são, na Praia Grande, o Grajagan Surf Resort – a 100m da Praia de Fora e a 200m do Farol das Conchas -, e o Ilha do Mel Lodges, na praia do Istmo, que está entre os 10 melhores hotéis do país de acordo com o ranking do Melhores Destinos (2025). 

O FAROL DAS CONCHAS


                                                 


A Ilha tem ampla sinalização. 
Lanternas são necessárias para as caminhadas noturnas. 
Filtro solar e repelente são imprescindíveis.








5.1.26

INHOTIM: ARTE CONTEMPORÂNEA A CÉU ABERTO

Tudo sobre Inhotim está disponível no site oficial e a minha experiência, baseada nas informações disponíveis, foi a mais positiva possível. O ônibus da Belvitur parte de BH às 8 horas da manhã, em tempo hábil de chegar no Museu na primeira hora de visitação.

Os ingressos podem ser comprados com antecedência. Vale ressaltar que toda quarta-feira e último domingo do mês a entrada é gratuita. Se for conveniente, eu sugiro evitar esses dias, pois a quantidade de pessoas torna a visitação mais demorada e acaba por estender a visitação por mais dias.

O caminho inicial só aumenta a expectativa. Você terá acesso a 23 galerias de arte que estão distribuídas nos 140 hectares além das obras a céu aberto. Fiz a visita em dois dias, utilizando o transporte interno (carrinhos elétricos) e, ainda assim não visitei todas as galerias. A partir do mapa virtual  é possível roteirizar a visita, visualizando as galerias e os pontos de interesse antes de iniciar a caminhada pelo Museu.

Foto: Margareth Bastos


A natureza é exuberante. Para percorrer uma área tão extensa a melhor solução é contratar o transporte interno realizado por carros elétricos, que percorrem rotas determinadas e têm pontos fixos de embarque e desembarque. Dependendo do dia e do roteiro escolhido há espera nos pontos. Não demora muito mas é uma espera.

Foto: Margareth Bastos


No Inhotim também há educadores que oferecem visitas guiadas gratuitas por galerias, jardins e obras externas. Os grupos partem de pontos específicos e é só chegar no horário combinado, esperar a formação do grupo de interessados e desfrutar dos comentários sobre arte e botânica.

Foto: Margareth Bastos

A CÉU ABERTO



Invenção da cor; Penetrável Magic Square | Hélio Oiticica
Foto: Margareth Bastos


A imponência do tamboril centenário sombreando um dos bancos criados pelo artista Hugo França a partir de troncos de árvores caídas.

Foto: Margareth Bastos


As esculturas de John Ahearn e Rigoberto Torres, na Galeria Parque, retrata o cortejo religioso com os grupos de Congado e Moçambique ("Abre a Porta") e "Rodoviária de Brumadinho" retratam o cotidiano dos moradores da região.

Foto: Margareth Bastos


"Troca Troca", de Jarbas Lopes, é composta por 3 fuscas - 1 amarelo, 1 vermelho e 1 azul -, que foram usados por 3 amigos em uma viagem do Rio de Janeiro a Curitiba, no ano de 2002. Ao fim da viagem, as latarias dos carros foram mescladas para que cada carro guardasse o registro da viagem dos 3 amigos.

Foto: Margareth Bastos


Piscina (2009), de Jorge Macchi, é a transposição para o espaço tridimensional de uma das aquarelas do artista. Lembra uma agenda telefônica, com índice alfabético nos degraus da escada, dentro d’água. É permitido interagir com a obra. Ou seja, em dia de calor é possível se refrescar. Um luxo.

Foto: Margareth Bastos



Há dez pontos de alimentação no Inhotim, sendo 2 restaurantes. O Café das Flores, por exemplo, que está próximo da Recepção e da Loja Design, oferece lanches artesanais. O restaurante Oiticica oferece buffet self-service de comida contemporânea.

Foto: Margareth Bastos


Foto: Margareth Bastos


Foto: Margareth Bastos


No Jardim dos Sentidos há cerca de 70 espécies de plantas nativas e exóticas, distribuídas em canteiros organizados por categorias. São elas: medicinais, aromáticas e tóxicas.

Foto: Margareth Bastos


"Beam Drop", de Chris Burden foi criada a partir da queda livre de vigas de metal içadas por um guindaste e soltas em uma piscina de concreto fresco. Para o artista, a obra congela o instante de impacto no tempo e espaço.

Foto: Margareth Bastos

AS GALERIAS: ARQUITETURA COMO ARTE



O Pavilhão Sônico abriga a obra de Doug Aitken e pode ser visto à distância. A construção de aço e vidro protege um poço de 220m de profundidade (imagine um prédio de mais de 50 andares) que, por estar microfonado, capta os sons da Terra. O Pavilhão permite uma visão 
de 360° do parque.

Foto: Margareth Bastos

Rodrigo Cerviño projetou o “edifício cego”, que abriga as obras de Adriana Varejão: uma grande caixa de concreto suspensa sobre um espelho d’água. 

Foto: Margareth Bastos


"Celacanto provoca maremoto", de Adriana Varejão, tem como referência a azulejaria barroca portuguesa. São 4 paredes com quase 200 azulejões, do chão ao teto. Eu, uma apaixonada por esses azulejos, escolhi essa sala como sendo a minha predileta de toda a Galeria.
 
Foto: Margareth Bastos


Foto: Margareth Bastos





Foto: Margareth Bastos


Foto: Margareth Bastos


Galeria Lygia Pape 

Foto: Margareth Bastos


Ttéia 1C. Essa instalação permanente usa fios dourados que remetem a teias de aranha. A luz que incide sobre os fios faz com que eles desapareçam e reapareçam, dando a impressão de movimento e transforma a percepção do expectador conforme ele se move pelo ambiente.

Foto: Margareth Bastos



A obra "Sem título", de Robert Irwin, está localizada no ponto mais alto da área de visitação de Inhotim. De lá é possível observar a Serra da Moeda e a área urbana de Brumadinho, onde o Museu está localizado.

Foto: Margareth Bastos


Foto: Margareth Bastos

Isso é tudo que há para ver em Inhotim? Não, não é. Vi muito mais e ainda havia mais para ser visto. Não existe uma rota pré-estabelecida. Você escolhe para onde olhar, por onde seguir, ir e vir, sentar, admirar e, com certeza, concluir que voltará muitas outras vezes.  







29.6.25

BELO HORIZONTE A CAMINHO DE INHOTIM

DOIS DIAS EM BELO HORIZONTE
E AS PRIMEIRAS INFORMAÇÕES SOBRE INHOTIM

Esses dois dias em Beagá foram em consequência da minha visita à Inhotim. O Instituto Inhotim é um museu de arte contemporânea e, desde 2006, um dos maiores museus a céu aberto do mundo. Ou seja, longos 17 anos se passaram até que eu lá cheguei. O Museu está em Brumadinho, distante 60km de Belo Horizonte e que são percorridos em mais de duas horas. O deslocamento na cidade de BH não é muito fácil pois o trânsito é intenso. Sair do aeroporto de Confins também não é tarefa muito simples devido à distância do centro (40km) e outros vários fatores. Enfim, quase uma hora após o desembarque consegui transporte e rumei para a Pampulha. 

Vale dizer que eu optei por hospedagem em Beagá (Holiday Inn - Savassi) porque que é de lá que parte um transfer diário para o Museu (Belvitur) e avaliei que a hospedagem em Brumadinho implicaria em transporte entre o hotel e o Museu, o que não seria muito simples para quem não está com carro próprio ou alugado. Outro fator decissivo foi a facilidade de estar na Savassi que, além de uma ótima estrutura de bares e restaurantes é próximo da Praça da Liberdade.

Para conhecer Inhotim são necessários, no mínimo, 02 dias para percorrer os 140 hectares do parque e as 24 galerias. Não despreze o uso do transporte interno feito por carrinhos elétricos, que percorrem rotas predeterminadas pelo parque. Tudo, tudo mesmo sobre Inhotim você encontra aqui. Dito isso, vamos percorrer Belo Horizonte no interminável sobe e desce das ladeiras da cidade.


O Conjunto Arquitetônico da Lagoa da Pampulha foi projetado por Oscar Niemeyer na década de 40 e é reconhecido como Patrimônio Cultural da Humanidade. Além disso, todo o espaço é contornado por jardins criados por Burle Marx. Da Igreja de São Francisco de Assis é possível avistar o Mineirão e observar o pouso de pequenas aeronaves no aeroporto da Pampulha.

IGREJA DE SÃO FRANCISCO DE ASSIS 

Mais conhecida como a Igrejinha da Pampulha (1959), ela é uma jóia rara e uma das principais referências do Conjunto Arquitetônico da Pampulha. Com formas inspiradas nas colinas que cercam a cidade, foi projetada por Oscar Niemeyer, tem painéis de Portinari retratando a Via-Sacra, os jardins são de Burle Marx e os baixos-relevos em bronze foram esculpidos por Alfredo Ceschiatti.




O Museu de Arte da Pampulha e a Casa do Baile fazem parte do Conjunto, mas ambos estavam fechados para a visitação. Só restava desfrutar da tradicional cozinha - caseira - mineira, uai. Três foram os destaques dessa minha orgia gastronômica nada fit.

1. RESTAURANTE XAPURI: arroz caldoso cheio de sabor



2. NICOLAU - Bar da Esquina (de Léo Paixão) 


3. MERCADO CENTRAL

O prato de fígado com jiló é um clássico de BH. O mais famoso deles é o do Bar da Lora, no Mercado Central. Lá fui eu experimentar.

O Mercado é um enorme labirinto de queijos, doces, cachaças, licores,  artesanato e pão de queijo. E por falar de pão de queijo recheado, o da tia Tânia é imperdível.

PRAÇA DA LIBERDADE

Essa praça está rodeada de prédios que contam a história da cidade: o Palácio da Liberdade, o Edifício Niemeyer, o Museu das Minas e dos Metais (Gerdau) e o Centro Cultural Banco do Brasil. É o Circuito Cultural Praça da Liberdade.





O número 153 da Praça da Liberdade está o ícone do modernismo assinado por Oscar Niemeyer. Construído em 1960, o edifício de 10 andares é residencial e, portanto, não está aberto à visitação.


O edifício Niemeyer surge imponente quando visto dos jardins do Palácio da Liberdade. 


Em um triângulo formado pelas ruas Claudio Manoel, Avenida Brasil e Praça da Liberdade o edifício Niemeyer é vizinho do Centro Cultural Banco do Brasil. 




Por fim, no lado da Praça oposto ao CCBB está o Museu das Minas e dos Metais e um pouco mais adiante um casario que merece aenção: o Palacete Dantas e a Casa Amarela.

 



Fora do Circuito Liberdade, em Mangabeiras, está a Praça do Papa, aos pés do Parque da Serra do Curral. O nome da Praça celebra a presença do Papa João Paulo II, que ali celebrou uma missa. É de lá a vista panorâmica do centro de Belo Horizonte.


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