A HISTÓRICA ALCÂNTARA: UM BATE E VOLTA DE SÃO LUÍS DO MARANHÃO
Em 1948, Alcântara foi tombada pelo IPHAN como cidade monumento. Na área tombada há cerca de 400 imóveis, dentre eles estão casarios preservados, belas ruínas e muita história. E não, o Centro de Lançamento de Alcântara não é próximo da área urbana/histórica (30km de distância) e não é aberta à visitação.
De São Luís até Alcântara são cerca de 20km pela Baía de São Marcos, a partir do Cais da Praia Grande (barco/lancha/catamarã) ou 35km a partir da Ponta da Espera (balsa/ferry boat). A partir da Praia Grande, o percurso demora pouco mais de 1h e o desembarque é próximo do centro de Alcântara, no Porto do Jacaré.
Um segundo porto de Alcântara é o Porto do Cajupe onde é feito o desembarque do ferry boat. Porém, Cajupe fica distante do centro histórico e você dependerá de van para chegar lá.
Já no desembarque no Cais do Jacaré a sensação é que voltamos no tempo e chegamos numa cidade que foi o berço dos barões da cana-de-açucar e do algodão, dos séculos XVIII e XIX.
Subir a Ladeira do Jacaré é um desafio atenuado por paradas para observar os detalhes do caminho. O primeiro deles é o chão de pedras claras e escuras, que formam um desenho geométrico e estão polidas pelo tempo. É, portanto, um caminho escorregadio. As pedras escuras são chamadas de jacaré e as claras são as pedras de cantaria, também utilizadas nas soleiras das portas.
Seguindo pela Rua das Mercês, passamos pelo sobrado de Clóvis Bevilaqua - jurista que contribuiu para a elaboração do primeiro Código Civil do país -, chegaremos à Praça da Matriz. Nesse quarteirão, as ruínas da Igreja de São Matias | Matriz (sec. XVII) diante do Pelourinho (1648), a Prefeitura, o Museu Histórico e o IPHAN.









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