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8.9.26

MARANHÃO - PARTE II - ALCÂNTARA


A HISTÓRICA ALCÂNTARA: UM BATE E VOLTA DE SÃO LUÍS DO MARANHÃO

Em 1948, Alcântara foi tombada pelo IPHAN como cidade monumento. Na área tombada há cerca de 400 imóveis, dentre eles estão casarios preservados, belas ruínas e muita história. E não, o Centro de Lançamento de Alcântara não é próximo da área urbana/histórica (30km de distância) e não é aberta à visitação.
 
De São Luís até Alcântara são cerca de 20km pela Baía de São Marcos, a partir do Cais da Praia Grande (barco/lancha/catamarã) ou 35km a partir da Ponta da Espera (balsa/ferry boat). A partir da Praia Grande, o percurso demora pouco mais de 1h e o desembarque é próximo do centro de Alcântara, no Porto do Jacaré

Um segundo porto de Alcântara é o Porto do Cajupe onde é feito o desembarque do ferry boat. Porém, Cajupe fica distante do centro histórico e você dependerá de van para chegar lá.


Já no desembarque no Cais do Jacaré a sensação é que voltamos no tempo e chegamos numa cidade que foi o berço dos barões da cana-de-açucar e do algodão, dos séculos XVIII e XIX. 
  

O percurso cultural começa com uma caminhada pela Ladeira do Jacaré, na saída do Cais. Antes, uma paradinha para hidratar. O calor é intenso por lá. 


Subir a Ladeira do Jacaré é um desafio atenuado por paradas para observar os detalhes do caminho. O primeiro deles é o chão de pedras claras e escuras, que formam um desenho geométrico e estão polidas pelo tempo. É, portanto, um caminho escorregadio. As pedras escuras são chamadas de jacaré e as claras são as pedras de cantaria, também utilizadas nas soleiras das portas.


Pois bem, a observação dos telhados do casario demonstra a expressão "sem eira nem beira". A quantidade de beiras que o telhado de uma casa comporta denota a riqueza do morador. Isso porque aumenta o custo da construção, ainda que os berais sirvam para proteger as paredes da umidade, traga sombra e proteja as portas e as janelas nem todos são capazes de mantê-las. 



Vista do topo da Ladeira, junto ao Largo onde começa a Rua das Mercês


Na Igreja de Nossa Senhora do Destero há um sino grande dedicado à ela e um sino pequeno, dedicado à Nossa Senhora da Guia. Ao tocar os sinos uma única vez você realiza um desejo e se tocar três vezes, é casamento na certa.



Seguindo pela Rua das Mercês, passamos pelo sobrado de Clóvis Bevilaqua - jurista que contribuiu para a elaboração do primeiro Código Civil do país -,  chegaremos à Praça da Matriz. Nesse quarteirão, as ruínas da Igreja de São Matias | Matriz (sec. XVII) diante do Pelourinho (1648), a Prefeitura, o Museu Histórico e o IPHAN.

A visão das Ruínas, de qualquer ângulo, inclusive a partir do Museu Histórico, é soberana. A seguir, com a Baía de São Marcos ao fundo, diante do Pelourinho e a partir do Museu Histórico.



A caminhada segue pela Rua Grande, até a Igreja de Nossa Senhora do Carmo. Diante dela, as ruínas do Palácio Imperial. O Palácio começou a ser construído para hospedar D. Pedro II quando ele fosse até Alcântara. A visita foi cancelada e a construção também. 


Pela Rua da Amargura, antiga Bela Vista, vê-se as ruínas dos palacetes dos barões de Mearim e do Pindaré. Diz-se que o nome vem da falência dos Barões e do caminho percorrido por escravos até o pelourinho. A rua da bela vista da Baía sucumbiu diante dos infortúnios.













 

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